Mais de 2.000 imigrantes mortos no Mediterrâneo desde janeiro

Espanha se tornou este ano o principal destino dos imigrantes e refugiados, com mais de 49.000 chegadas por via marítima

Refugiado iraniano em protesto na frente do Ministério das Relações Exteriores em Atenas, na GréciaRefugiado iraniano em protesto na frente do Ministério das Relações Exteriores em Atenas, na Grécia - Foto: Theophile Bloudanis / AFP

Mais de 2.000 imigrantes e refugiados morreram desde janeiro atravessando o Mediterrâneo para chegar à Europa, anunciou nesta terça-feira a ONU, informando que mais da metade tentava chegar à Itália.

"Aproximadamente 105.000 requerentes de asilo e imigrantes chegaram à Europa até à data e o número de vidas perdidas no Mediterrâneo já ultrapassou 2.000", declarou um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os refugiados (Acnur), Charlie Yaxley, durante coletiva em Genebra. Esses número estão em queda em relação aos últimos anos.

Um porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Joel Millman, explicou que "este é o quinto ano consecutivo" que o número de 100.000 imigrantes e refugiados foi ultrapassado.

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Mas, este ano, o balanço foi muito inferior. Por exemplo, no ano passado, esse número foi atingido em julho. A Espanha se tornou este ano o principal destino dos imigrantes e refugiados, com mais de 49.000 chegadas por via marítima, à frente da Grécia (mais de 27.700) e Itália (mais de 22.160). Mais da metade morreu quando tentava chegar à Itália (mais de 1.260 mortos).

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