Manifestantes enchem a Praça de Maio em ato de apoio a Macri

Manifestantes se mostraram a favor do presidente da Argentina

O presidente Mauricio Macri e a primeira-dama Juliana Awada waveO presidente Mauricio Macri e a primeira-dama Juliana Awada wave - Foto: Reuters/Folhapress

A Praça de Maio, tradicional local de manifestações da capital argentina Buenos Aires, se encheu de manifestantes a favor do presidente Mauricio Macri na noite de sábado (24). Convocados pela internet, atos de apoio a ele também ocorreram nas principais cidades do país, como Rosario e Córdoba.

Na capital, os manifestantes gritavam "sim, é possível" e "vamos dar a volta", referindo-se aos 15 pontos de vantagem obtidos pelo candidato opositor, o kirchnerista Aníbal Fernández, nas eleições primárias do último dia 11. Figuras do showbiz local como o cineasta Juan Jose Campanella e o ator Luis Brandoni colaboraram com a convocação do ato.

Quando a praça encheu, Macri apareceu no evento acompanhado da primeira-dama, Juliana Awada –eles passavam o fim de semana em sua casa de campo, em Los Abrojos, próximo a Buenos Aires. Da varanda da Casa Rosada, ele acenou para a multidão, colocou a mão do lado esquerdo do peito e sacudiu os braços, fazendo com que a multidão gritasse mais alto.

Depois, voltou para dentro e pediu um microfone, mas não havia sistema de som preparado para que ele falasse ao público. Então, Macri voltou à varanda, estendeu uma bandeira argentina e, enquanto Awada o abraçava, gritou a plenos pulmões: "Vamos virar", "Sim, é possível!". Em seguida, gravou uma mensagem difundida em suas redes sociais.

"Três anos e meio são muito pouco para mudar tudo o que deve ser mudado. Vamos continuar juntos. Podemos ser melhores, vamos virar o jogo", afirmou.
Fotos da manifestação foram publicadas em suas redes sociais. Manifestantes portavam cartazes com as frases "Não vamos voltar ao passado" e "Cristina presa", entre outros gritos de guerra macristas.

Leia também:
Argentina poderá entrar em hiperinflação se Macri não contiver crise, diz economista

Surpreendidos pela quantidade de gente e com a autorização de Macri, os oficiais que cuidam da segurança da Casa Rosada tiraram do local as placas metálicas que em geral afastam o público da sede de governo. Assim, as pessoas puderam chegar bem mais perto da varanda onde estava o presidente.

O primeiro turno das eleições argentinas ocorre em 27 de outubro. Para que um vencedor seja anunciado já nesta data, é preciso que ele tenha 45% dos votos –ou 40%, desde que com uma diferença de 10 pontos em relação ao segundo colocado. Se nenhum dos dois requisitos for atingido, é realizado um segundo turno, em novembro. O resultado das eleições primárias foi uma vitória de Alberto Fernández (47%) contra Macri (32%).

Veja também

Onze mortos, entre eles dois bebês gêmeos, em deslizamento de terra na Indonésia
Mundo

Deslizamento de terra na Indonésia mata 11, entre dois bebês

UE e Reino Unido retomam diálogo
Mundo

União Europeia e Reino Unido retomam diálogo