A-A+

Manifestantes invadem embaixada dos EUA em Bagdá

Forças de segurança iraquianas lançaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão

Manifestantes iraquianos queimando bandeira dos EUAManifestantes iraquianos queimando bandeira dos EUA - Foto: HAIDAR HAMDANI / AFP

Manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, nesta terça-feira (31), em resposta ao bombardeio dos americanos contra a facção pró-Irã Kataib Hezbollah que matou cerca de 25 iraquianos no último domingo (29).

Forças de segurança iraquianas lançaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, que conseguiu chegar ao primeiro recinto do complexo de alta segurança, ignorando os avisos para que se afastassem. "Mandamos a nossa mensagem; por favor, deixem a área para evitar derramamento de sangue.”.

Leia também:
Cortejo fúnebre e incêndios no Iraque em plena revolta
Parlamento do Iraque aceita renúncia de premiê
Iraque: 63 pessoas são mortas em dois dias de protestos


Dois funcionários do Ministério do Exterior iraquiano afirmaram que o embaixador e os funcionários deixaram o local, mas não precisaram em qual momento. Os manifestantes estavam vestidos com o uniforme de combatentes da Kataib Hezbollah, uma coalizão de paramilitares dominada por facções xiitas pró-Irã.

Algumas mulheres com bandeiras iraquianas e forças de mobilização popular também participaram do protesto. Eles exibiam faixas com os dizeres "o Parlamento deve expulsar as tropas dos EUA, se não, as expulsaremos" ou "fechem a embaixada dos EUA em Bagdá". Também gritavam "os Estados Unidos são o grande Satanás".

O bombardeio, que Washington ordenou em retaliação pela morte de um empreiteiro americano em um ataque com foguete contra uma base no Iraque, alimentou o sentimento antiamericano no país.

Adel Abdul Mahdi, ex-primeiro-ministro do Iraque que renunciou no começo de dezembro, pediu que os manifestantes saíssem da área da embaixada.
"As forças iraquianas proibirão estritamente todos os ataques à representação diplomática", disse Mahdi duas horas após o início do protesto.

Em uma rede social, o presidente Donald Trump acusou o Irã de orquestrar a invasão e disse que irá responsabilizar o país.
"O Irã matou um empreiteiro americano e feriu outras pessoas. Respondemos com vigor e sempre iremos responder", disse, em referência ao ataque que matou cerca de 25 combatentes iraquianos.

"Agora, o Irã está orquestrando um ataque contra a embaixada dos EUA no Iraque. Eles serão responsabilizados. Esperamos que o Iraque use suas forças de segurança para proteger a embaixada", acrescentou Trump.

Veja também

Trabalhadores de Hollywood levantam ameaça de greve
Cinema

Trabalhadores de Hollywood levantam ameaça de greve

Cinzas vulcânicas causam suspensão de voos em ilha espanhola
ILHAS CANÁRIAS

Cinzas vulcânicas causam suspensão de voos em ilha espanhola