Máquinas derrubam o que resta da "Selva" de Calais

Local é um dos maiores acampamentos de migrantes da Europa

Ex-presidenta Dilma Rousseff discursa no Pátio do CarmoEx-presidenta Dilma Rousseff discursa no Pátio do Carmo - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Os trabalhos de demolição na "Selva" de Calais, um dos maiores acampamentos de migrantes da Europa, começaram nesta quinta-feira na parte oeste desta grande área, que ficou praticamente vazia.

Máquinas escavadeiras destruíam os barracos e casas improvisadas abandonadas. A polícia foi mobilizada para impedir que curiosos, jornalistas e migrantes entrassem no local.

As autoridades francesas anunciaram na quarta-feira o "fim da Selva", após a retirada de quase 5.600 migrantes, adultos e menores de idade.

Os adultos foram levados de ônibus para abrigos espalhados por todo o território francês. Os menores de idade foram levados para um centro de recepção provisório dentro do acampamento, enquanto a situação de cada um é examinada.

Até semana passada, entre 6.000 e 8.000 pessoas, principalmente sudaneses, eritreus e afegão, viviam naquele que era o maior acampamento improvisado de migrantes da França e um dos maiores da Europa.

Alguns migrantes incendiaram seus barracos antes de deixar o local. As chamas afetaram quase todo o acampamento, sobretudo na rua central, onde as lojas informais terminaram em cinzas.

As autoridades afirmaram que não havia mais ninguém no acampamento, mas a AFP constatou que dezenas de migrantes dormiram no local na quarta-feira.

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