Mentir bem é uma questão de prática, afirma estudo

A conclusão do levantamento é que quanto mais se mente, melhor se fica nisso

Ex-prefeito de Carpina Ex-prefeito de Carpina  - Foto: Reprodução/Internet

Quanto mais se mente, maiores ficam as mentiras. Essa estrada rumo à desfaçatez foi tema de um estudo divulgado nesta segunda (24). A conclusão do trabalho, publicado na revista científica "Nature Neuroscience", é que mentiras em série provocam uma redução da resposta emocional no cérebro. O fator bioquímico é tão forte que os cientistas poderiam prever com precisão o quão grande é uma mentira que alguém está prestes a contar só de olhar para exames cerebrais feitos ao contar mentiras anteriores.

A amígdala, parte do cérebro que processa as emoções, respondia fortemente no início das mentiras. Com a prática, a intensidade das respostas diminui, um forma de "adaptação emocional". "Este estudo é a primeira evidência empírica de que o comportamento desonesto aumenta quando é repetido", diz o principal autor do estudo, Neil Garret, da Universidade College London. Nos experimentos, cerca de 80 voluntários foram convidados a avaliar individualmente fotos de alta resolução de frascos de vidro cheios com diferentes quantidades de moedas de um centavo.

Depois, eles foram instruídos a aconselhar um parceiro, olhando para uma imagem de baixa resolução do mesmo frasco, sobre a quantidade de dinheiro. No primeiro teste, os voluntários eram incentivados a serem honestos. Quanto mais precisa a estimativa do parceiro, mais dinheiro os dois ganhavam. Com isso, definiu-se um ponto de referência para cenários em que os voluntários eram incentivados à mentira.

Descobriu-se que as pessoas mentem mais quando isso é bom para elas e para a outra pessoa. Os identificados nos questionários como menos francos também eram mais propensos a mentir no teste. A maioria dos voluntários não apenas caiu em um padrão de dissimulação mas também incrementou a intensidade das suas mentiras.
Não está claro se a menor atividade no centro de comando emocional impulsionou o deslize à desonestidade ou se era reflexo dela. Conclusão: quanto mais se mente, melhor se fica nisso.

Veja também

Espanha considera 'estado de alarme' por Covid-19; Madri impõe novas restrições
Coronavírus

Espanha considera 'estado de alarme' por Covid-19; Madri impõe novas restrições

Donald Trump vota antecipadamente na Flórida
Eleições nos EUA

Donald Trump vota antecipadamente na Flórida