Merkel admite que não haverá acordo de livre-comércio UE-EUA

Futuro presidente norte-americano, Donald Trump, faz prever uma política comercial protecionista

Paulo CâmaraPaulo Câmara - Foto: Hélia Scheppa/SEI

A chanceler alemã, Angela Merkel, reconheceu nesta quinta-feira, por ocasião da visita de adeus de Barack Obama, que o acordo EU-Estados Unidos de livre-comércio (TTIP) não poderá ser concluído, num momento em que a eleição de Donald Trump faz prever uma política comercial protecionista.

"Eu ainda estou muito envolvida na conclusão de um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos, fizemos um bom progresso nas negociações, mas agora elas não podem ser concluídas", disse ela que, espera, no entanto, "poder retornar algum dia" ao acordo.

"O que nos une é a convicção compartilhada de que a globalização deve ser organizada humanamente, politicamente, mas que não há como voltar no tempo antes da globalização", ressaltou Merkel.

O acordo TTIP era conduzido pela chanceler e Obama, mas, dentro da UE, as vozes começavam a ser mais numerosas para se opor a ele, com a França à frente, em meio a preocupações sobre a queda nas normas sociais, ambientais e de saúde na Europa.

Nos Estados Unidos, o discurso contra o livre-comércio de Trump, que quer denunciar outros acordos comerciais acusados de destruir postos de trabalho, torna improvável a conclusão das negociações com a Europa.

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