Merkel pede tranquilidade após atentado na Alemanha

Autoridades passaram a ser alvo de uma polêmica pelas falhas que permitiram a fuga do tunisiano

Programação segue agora às 16h no campus Casa Forte com abertura de exposições, entrega de medalhas e corte do bolo. Próximo dia 25 o Cinema da Fundação abre a mostra de filmes portuguesesProgramação segue agora às 16h no campus Casa Forte com abertura de exposições, entrega de medalhas e corte do bolo. Próximo dia 25 o Cinema da Fundação abre a mostra de filmes portugueses - Foto: Divulgação

A chanceler alemã, Angela Merkel, tentou tranquilizar ontem seu país, dizendo que espera a rápida prisão do tunisiano suspeito de cometer o atentado de segunda-feira (19) em Berlim, enquanto a polícia sofre duras críticas. Os investigadores encontraram impressões digitais do suposto autor do ataque, Anis Amri, um requerente de asilo de 24 anos, no interior da cabine do caminhão jogado contra uma multidão em um mercado de Natal de Berlim.

“Foram encontradas impressões digitais na cabine”, declarou o ministro do Interior, Thomas de Maizière, acrescentando que várias provas indicam que Amri provavelmente foi o autor do atentado que matou 12 pessoas na semana passada. Contra Amri pesa uma ordem de prisão europeia lançada pela justiça alemã. O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

A polícia realizou uma série de operações, na quinta-feira (22), em todo o país, como em Dortmund (Oeste) e Renânia do Norte-Westfália, região onde Amri residiu. Das vítimas, seis alemães, um polonês, uma italiana e uma israelense foram identificadas. Após uma visita ao quartel general dos investigadores , Merkel declarou que espera “uma rápida detenção”, e elogiou “o trabalho sem pausa” dos agentes”.

Após o ataque, as autoridades passaram a ser alvo de uma polêmica pelas falhas que permitiram a fuga do tunisiano. Além das críticas recorrentes sobre sua política de recepção aos refugiados, Merkel terá que enfrentar a controvérsia provocada pela falta de coordenação no momento de vigiar o principal suspeito.

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