México e norte da América Central se preparam para debater migração com EUA

Capital guatemalteca irá debater com a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen, a crise migratória gerada pela política de "tolerância zero" de Washington

Debate acontecerá com a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen NielsenDebate acontecerá com a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen - Foto: Alex Wong/Getty Images North America/AFP

Autoridades do México e do norte da América Central preparam os últimos detalhes nesta segunda-feira (9) na capital guatemalteca para debater com a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen, a crise migratória gerada pela política de "tolerância zero" de Washington, informou uma fonte oficial guatemalteca.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Jairo Estrada, disse a jornalistas que a tensão migratória e a segurança regional serão os principais temas da reunião de terça-feira entre Nielsen e os chanceleres de México, Guatemala, Honduras e El Salvador. Segundo a Chancelaria, espera-se que Nielsen chegue à base da Força Aérea na noite desta segunda.

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A reunião dá prosseguimento à visita à Guatemala realizada em 28 de junho pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, após o tumulto causado por sérias críticas à política de "tolerância zero" que Washington aplicava contra os imigrantes em situação ilegal. Essa política provocou a separação de mais de 2.000 crianças de seus pais, detidos ao cruzar a fronteira.

Na reunião, Pence fez "solicitações específicas" a cada país, como o aumento da equipe de inteligência para atacar as gangues, no caso de El Salvador. Pediu à Guatemala que inicie uma campanha para "dissuadir" a migração ilegal, enquanto a Honduras solicitou que aumente a quantidade de policiais em suas fronteiras.

Pence também demandou aos presidentes dos países do Triângulo Norte da América Central que interrompam o "êxodo" de migrantes ilegais ao seu país, considerando que ameaçam a segurança dos americanos.

"Não coloquem em jogo a sua vida e a vida de seus filhos. Fiquem em seus lares, em sua pátria (...) Venham legalmente, ou não venham", advertiu.

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