Milhares de pessoas esperam para se despedir do rei na Tailândia

Bhumibol Adulyadej morreu no último dia 13 de outubro aos 88 anos

Evento oferece 300 vagas de emprego neste sábado (2)Evento oferece 300 vagas de emprego neste sábado (2) - Foto: Reprodução/Internet

Milhares de pessoas aguardavam em fila neste sábado diante do Grande Palácio de Bangcoc para entrar no salão do trono, onde jaz o corpo do falecido monarca Bhumibol Adulyadej. Bhumibol, que morreu no último dia 13 de outubro aos 88 anos, era adorado por muitos dos seus súditos, que o viam como uma garantia da estabilidade em um país muito golpeado pelas crises políticas. Desde a sua morte, o luto é perceptível nas ruas do reino, onde muitos se vestem exclusivamente de preto e branco, como sinal da perda, e os canais de televisão mudaram sua programação para emitir informações sobre o monarca e os marcos do seu reinado, que durou 70 anos.

Nas últimas semanas, multidões se reuniram diante do Grande Palácio, para prestar homenagens ao rei, prosternando-se ante um retrato. "Estou esperando aqui desde 1h da manhã", contou Saman Daoruang, uma senhora de 84 anos. As autoridades informaram que será permitida a entrada de até 10.000 pessoas por dia, em pequenos grupos. Como muitos outros súditos, Saman esteve acampada desde que chegou a Bangcoc, após deixar a província de Nakhon Sawan, situada ao norte da capital.

"Mas não consegui dormir porque estava muito emocionada e orgulhosa de vir aqui", contou a mulher, que carrega consigo vários retratos do rei. Para entrar no palácio, os códigos são estritos: deve-se vestir preto, com os sapatos fechados, e para as mulheres é obrigatório usar uma saia longa. As autoridades fretaram ônibus, trens e barcos para que os súditos possam se deslocar até a capital para o último adeus. Na Tailândia, um país de maioria budista, o rei Bhumibol era considerado um semideus, venerado pela população e protegido por uma lei de lesa-majestade que silencia os seus detratores, punindo-os com até 15 anos de prisão por ofensa.

Esta lei foi reforçada após a morte do monarca, e encerrou o debate sobre as consequências políticas da sucessão e as dúvidas em torno ao herdeiro, Maha Vajiralongkorn. Em um movimento que surpreendeu a muitos, o príncipe de 64 anos pediu para adiar a sua proclamação como rei, a fim de participar do luto com a nação, de acordo com o chefe da junta, Prayut Chan-O-Cha, que preside a transição.

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