Mobilização também no Recife para eleição presidencial dos EUA

Eleitores enviaram voto pelo correios, e Consulado realizou evento na noite desta terça em Boa Viagem

Votação simbólica em evento do Consulado dos EUA no RecifeVotação simbólica em evento do Consulado dos EUA no Recife - Foto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco

As eleições presidenciais dos Estados Unidos foram acompanhadas no Recife com grande expectativa e animação. O Consulado Geral dos Estados Unidos recriou um ambiente similar ao que assola o gigante norte-americano em dia de votação e organizou uma “Election Viewing Party”, espécie de festa que já virou tradição naquela nação. O evento privado ocorreu no Pub Underground, em Boa Viagem, Zona Sul da cidade, na noite desta terça-feira (8).

Fotos, símbolos, broches e balões dos partidos e dos candidatos - a advogada Hillary Clinton, do Partido Democrata, e o magnata Donald Trump, do Partido Republicano - enfeitaram o ambiente, que também contou com a transmissão ao vivo da programação das televisões norte-americanas, cujo assunto exclusivo era o pleito.

“Como em todo processo eleitoral, a expectativa para o resultado é grande e cada um torce pelo seu candidato”, afirmou o cônsul-geral dos EUA em Penrambuco, Richard Reiter. Ele explicou que, diferentemente do que ocorre no Brasil, não há uma homogeneidade nas regras eleitorais, pois os estados americanos possuem bastante autonomia. “O voto em trânsito varia de acordo com cada estado. No meu caso, que venho de Marriland, cadastrei-me pela internet e mandei o meu voto pelo correio há duas semanas”, explicou.

A falta de uniformidade também foi ressaltada pela cônsul de Política e Economia, Paloma Gonzalez. “O regime é federado nos EUA e cada estado propõe algo diferente”, explicou a diplomata. “Temos muito o que aprender com os brasileiros. Cheguei ao Recife em 2014 e acompanhei o processo eleitoral [que elegeu Dilma Rousseff para presidente]. Achei muito interessante a metodologia, tudo é feito de maneira padronizada e eletrônica aqui”, elogiou Paloma.

A brasileira erradicada nos Estados Unidos Kátia McCarthy compareceu à festa no Recife, mas não conseguiu votar, pois não se cadastrou a tempo. Ela mora na Louisiana e possui dupla cidadania. O apoio dela estava estampado no peito, que carregava o broche da candidata democrata. “Acredito que os EUA precisam de uma mulher na presidência e apoio muito o trabalho feito pelo marido de Hillary, Bill Clinton, que foi um dos melhores presidentes”, relatou. Nas mesas da festa no Recife, sobravam broches de apoio a Trump. Nas camisetas dos convidados, o apoio à democrata era notório.

Metodologia

Na verdade, a eleição presidencial dos Estados Unidos (EUA), realizada nesta terça-feira (8), começou há mais de um mês para os norte-americanos que estão fora do país ou preferiram enviar seus votos pelos correios. No Recife, por exemplo, o Consulado Geral recebe as cédulas de votação há semanas. 

O voto nos Estados Unidos, diferente de como é feito no Brasil, não é obrigatório e tampouco tem uma regra comum para todo o país: a forma como as pessoas votam depende do estado em que vivem. Em Oregon, por exemplo, todos os votos são emitidos pelo correio e todas as cédulas têm que ser recebidas no dia de eleição. Em outros estados, as pessoas votam em postos de votação, onde longas filas podem ser formadas.

Uma das eleitoras que enviou seu voto pelos correios foi a médica Brena Melo, 39, nascida nos EUA, mas que mora no Recife. Brena afirma que se sentiu impelida a votar pela primeira vez em 2016. “O discurso do outro candidato é meio assustador”, explica a médica, que votou na candidata democrata, Hillary Clinton. Ela ainda explica que percebe uma mobilização por parte dos eleitores considerados “over seas” (que não residem nos EUA). “Hoje mesmo eu soube que houve um aumento de 40% nessas votações, o que está causando um tumulto inesperado nas zonas eleitorais de lá.”

Nas eleições americanas deste ano, Hillary Clinton e Donald Trump concorrem a um dos cargos mais poderosos do planeta. Hillary é esposa de Bill Clinton, que já foi presidente do país entre 1993 e 2001, e atua no Partido Democrata. Trump, do Partido Republicano, é empresário e investidor, com participação até em programas de reality show.

Durante o dia nesta terça, a movimentação na frente do consulado no Recife era tranquila, como tem sido nas últimas semanas - ao contrário de outros locais, como em São Paulo, onde houve uma manifestação a favor de Trump


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