Morre Charlie Gard, bebê britânico portador de doença rara

Pais passaram as últimas horas junto à criança, que sofria de uma doença genética rara chamada de síndrome de depleção do DNA mitocondrial

Síndrome rara de Charlie Gard, de 11 meses, causa comoção em todo o mundoSíndrome rara de Charlie Gard, de 11 meses, causa comoção em todo o mundo - Foto: Family of Charlie Gard

Charlie Gard, o bebê britânico que sofre de uma doença genética rara em estágio terminal, faleceu no início da tarde desta sexta-feira (28). Os pais da criança passaram as últimas horas junto ao seu filho.

O bebê de onze meses foi levado do hospital londrino de Great Ormond Street para uma casa de cuidados paliativos para terminar seus dias. Charlie sofria de uma doença genética rara, chamada de síndrome de depleção do DNA mitocondrial, que causa fraqueza muscular progressiva no coração e em outros órgãos essenciais, e precisa de ventilação artificial por não poder respirar sozinho.

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"Nosso menino maravilhoso se foi, estamos tão orgulhosos de ti, Charlie" disse Connie Yates, a mãe do bebê, depois de que os médicos retiraram o aparelho de assistência respiratória que o mantinha vivo.

"O hospital rejeitou nosso último desejo", declarou Connie Yates, a mãe de Charlie, depois de a Justiça rejeitar na quinta-feira (27) estender o prazo para o desligamento da assistência respiratória que mantinha a criança viva.

"Queríamos apenas estar em paz com nosso filho, sem hospital, sem advogado, sem imprensa. Apenas um momento com Charlie, longe de todo o resto, para dizermos adeus com o todo o amor possível", declarou em um comunicado.

Os pais de Charlie queriam que ele passasse seus últimos dias em sua casa em um bairro do oeste de Londres, após perderem uma batalha legal para levá-lo aos Estados Unidos a fim de submetê-lo a um tratamento experimental.

O caso gerou grande interesse em nível internacional e chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do papa Francisco.

Mas o Great Ormond Street Hospital (GOSH), onde Charlie estava internado, afirmou que trasladar o bebê para sua casa para passar ali seus últimos dias não seria prático, e sugeriu que ele fosse levado para uma casa de repouso voltada para pacientes terminais.

O hospital afirmou nesta sexta-feira que os médicos "tentaram absolutamente tudo" para responder aos pedidos dos pais, mas ressaltou que correr "o risco de fazer com que Charlie termine seus dias de maneira imprevista e caótica é impensável para todos os envolvidos e deixaria os pais sem os últimos instantes com ele".

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