Morte de dois manifestantes eleva a 41 o número de vítimas fatais nos protestos na Venezuela

São seis semanas de manifestações contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro

Protestos na VenezeuelaProtestos na Venezeuela - Foto: Federico Parra/AFP

Dois manifestantes de 17 e 33 anos morreram depois de terem sido feridos com tiros em protestos contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o que eleva a 41 o número de vítimas fatais em seis semanas de manifestações, anunciou o Ministério Público.

O mais jovem, que não teve a identidade divulgada, faleceu durante a madrugada em um hospital público, para onde foi levado na segunda-feira depois de ser atingido por um tiro na cabeça.

Pouco depois, o MP informou que outra vítima, identificada como Diego Hernández, "morreu ontem (segunda-feira) após receber um tiro durante uma manifestação" em Capacho, Táchira (na fronteira com a Colômbia), pelo qual "um policial regional foi detido".

Já a vítima de 17 anos foi atingida "durante uma manifestação" no município de Pedraza (estado de Barinas, oeste do país), informou o MP, que investiga o caso em conjunto com a polícia judicial (CICPC).

De acordo com informações preliminares, o jovem estava perto do local em que acontecia um protesto, quando repentinamente chegou um grupo de pessoas que efetuou vários disparos, ferindo o jovem na região cranioencefálica.

Na segunda-feira foram registrados distúrbios violentos em vários estados do país, como parte de um plantão nacional convocado pela coalizão de partidos Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Dois policiais e um civil foram feridos a tiros na cidade de Valencia (norte) e na localidade de Colón (Táchira) durante confrontos, de acordo com autoridades regionais e dirigentes opositores.

Maduro enfrenta uma onda de protestos desde 1º de abril, que exigem sua saída do poder com eleições gerais, e rejeitam a convocação de uma Assembleia Constituinte.

O presidente socialista acusa seus adversários de querer "incendiar" o país para derrubá-lo e propiciar uma intervenção dos Estados Unidos, país que acusa de financiar as manifestações.

Veja também

Menina morre asfixiada na Itália ao participar de desafio no TikTok
"Desafio do apagão"

Menina morre asfixiada na Itália ao participar de desafio no TikTok

Armas nucleares: ONU e papa saúdam tratado sem assinatura de potências
REAÇÃO

Armas nucleares: ONU e papa saúdam tratado sem assinatura de potências