Mortes de refugiados já chegam a 4.600 este ano

O naufrágio de quatro embarcações desde a última terça-feira deixou 340 mortos

Sergio Leite (PSC)Sergio Leite (PSC) - Foto: Arquivo Folha

 

O número de imigrantes e refugiados que morreram afogados ou desapareceram ao tentar cruzar o Mediterrâneo em busca de asilo na Europa atingiu um novo recorde em 2016. O naufrágio de quatro embarcações desde a última terça-feira deixou 340 mortos, elevando o número de mortos desde janeiro para mais de 4.600, segundo números da Organização Internacional para Imigrações. Em 2015, foram registradas 3.771 mortes. 

A OIM disse ontem que o número de mortos cresce na medida em que traficantes de pessoas tentam realizar travessias apesar das más condições de viagem registradas durante o inverno. “O que choca é a crueldade”, disse Flavio Di Giacomo, porta-voz da OIM na Itália.

“Os traficantes forçam as pessoas a partir apesar das condições impeditivas do mar. Quando chegam à praia, migrantes que não querem ir são forçados a embarcar, até com violência.”
Em vários naufrágios no Mediterrâneo, é impossível recuperar os corpos da maioria dos migrantes afogados, sendo necessário para contabilizar os mortos amparar-se em relatos de sobreviventes sobre a quantidade de ocupantes de cada embarcação.

 

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