Mortos em tiroteio em Michigan são os pais do suspeito

James Eric Davis, de 19 anos, disparou dentro do seu dormitório contra seus pais e fugiu correndo do campus universitário

Tiroteio em Michigan deixa pais do atirador mortosTiroteio em Michigan deixa pais do atirador mortos - Foto: Rachel Woolf/Getty Images North America/AFP

As duas pessoas que morreram nesta sexta-feira (2) por disparos no campus da Universidade Central de Michigan, no norte dos Estados Unidos, eram os pais do atirador James Eric Davis, de 19 anos. Ele disparou dentro do seu dormitório e fugiu correndo do campus universitário.

Davis continua foragido e é descrito pelas autoridades como um jovem afro-americano "armado e perigoso", de acordo com informações da Agência Brasil.

Leia também:
Disparos deixam dois mortos em Universidade de Michigan
Tiroteio em escola na Flórida deixa vários feridos
Trump insiste em armar professores para impedir tiroteios em escolas


Davis era conhecido por seus problemas com a lei. A Polícia o levou ao hospital na noite anterior aos disparos por um "tipo de incidente relacionado com drogas: uma superdose, ou uma má reação às drogas", informou o porta-voz da Polícia do campus, Larry Klaus, em coletiva de imprensa. Os disparos foram feitos em meio a um renovado debate nos Estados Unidos sobre a violência com armas de fogo e o papel das forças de ordem em deter os possíveis atiradores, iniciado depois que 17 pessoas morreram em um ataque a tiros na escola secundária Marjory Stoneman Douglas, na Flórida.

Presos nas salas

Ainda não está claro que tipo de arma foi usada, ou como ela foi adquirida. As leis estaduais permitem o porte de armas com uma autorização, enquanto a Universidade Central de Michigan as proíbe em todo o campus. A reação aos disparos foi rápida nesta sexta-feira de manhã, com múltiplas advertências nas redes sociais poucos minutos após o incidente, às 13h30 GMT (10h30 de Brasília), nas quais pediam aos estudantes e funcionários da universidade para que ficassem onde estivessem.

Horas depois, alunos e trabalhadores continuavam presos em salas e dormitórios. As aulas foram canceladas e às pessoas que estavam fora do centro foi pedido que se mantivessem distantes da zona, muitos deles pais que iam buscar seus filhos, já que em um dia o campus fechava pelo começo do "spring break".

"A universidade está tomando todas as precauções. A prioridade agora é a segurança", afirmou o porta-voz da instituição, Sherry Knight.

Este último caso se soma à longa lista de ataques a tiros que ocorreram em centros educacionais nos Estados Unidos, como o de Newtown, no qual morreram 26 pessoas de uma escola primária em 2012, ou o de Virginia Tech, no campus de uma universidade do leste do país, que deixou 32 mortos em 2007.

Veja também

Brasil veta plano do Mercosul por incluir expressão 'crimes de ódio' contra pessoas LGBT
mercosul

Brasil veta plano do Mercosul por incluir expressão 'crimes de ódio' contra pessoas LGBT

Usar máscara poderia evitar 130.000 mortes nos EUA, aponta estudo
Coronavírus

Usar máscara poderia evitar 130.000 mortes nos EUA, aponta estudo