Mulher com cidadania iraniana e britânica presa no Irã pensa em se suicidar

Nazanin Zaghari-Ratcliffe começou uma greve de fome em 13 de novembro "para expressar seu desespero com a perspectiva de nunca ser libertada".

Prefeito Anderson Ferreira inaugura 16ª creche municipal em JaboatãoPrefeito Anderson Ferreira inaugura 16ª creche municipal em Jaboatão - Foto: Matheus Britto/PJG

Nazanin Zaghari-Ratcliffe, que tem cidadania iraniana e britânica, presa no Irã e acusada de ter participado em 2009 em um "movimento de sedição", pensa em se suicidar, revelou seu marido à ONG Anistia Internacional, que pediu sua libertação "imediata".

Richard Ratcliffe disse à Anistia que a saúde da sua mulher "se deteriorou muito nas últimas semanas e que ela tinha pensado no suicídio", segundo um comunicado da organização publicado na sexta-feira.

Nazanin Zaghari-Ratcliffe começou uma greve de fome em 13 de novembro "para expressar seu desespero com a perspectiva de nunca ser libertada".

A Anistia, que qualificou a saúde de Zaghari-Ratcliffe de "muito preocupante" e sua prisão de "profundamente injusta", pediu sua libertação "imediata e incondicional".

"Após sua prisão, ela foi separada da sua filha pequena e mantida em isolamento durante 45 dias. Em vez de prolongar seu sofrimento, as autoridades iranianas devem colocar fim à sua provação, através da libertação imediata e incondicional", escreveu em um comunicado Philip Luther, responsável da Anistia para o Oriente Médio e o norte da África.

Presa desde 3 de abril, Nazanin, funcionária da Thomson Reuters, foi condenada em setembro a cinco anos de prisão.

Em meados de outubro, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária afirmou que sua prisão violava vários artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.

As Nações Unidas também recomendaram sua "libertação imediata".

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