Mulher-Maravilha vira mascote das Nações Unidas

A candidatura de Guterres derrotou sete mulheres para a liderança da organização justamente quando há apelo por uma chefia feminina.

Nádia MaiaNádia Maia - Foto: Divulgação

MADRI (Folhapress) - A super heroína Mulher-Maravilha foi escolhida pelas Nações Unidas como sua embaixadora honorária para reforçar campanha para “o empoderamento de mulheres e meninas”. Apesar da popularidade desse personagem, um dos ícones dos quadrinhos americanos, o anúncio foi recebido com algum azedume ontem.

O jornal americano “New York Times”, por exemplo, traçou um paralelo entre a escolha da Mulher-Maravilha para “mascote” enquanto a ONU nomeou o ex-premiê português António Guterres para ser seu secretário-geral. Guterres irá substituir o atual líder Ban Ki-moon por um mandato de cinco anos.
A candidatura de Guterres derrotou sete mulheres para a liderança da organização justamente quando há apelo por uma chefia feminina. Para seus críticos, a ONU deveria dar o exemplo na luta pela igualdade de gêneros. Essa é, aliás, uma das missões para o mandato futuro do ex-premiê português.
O combate em nome das “mulheres e meninas” é necessário também dentro desse próprio organismo.
A ONU é alvo, por exemplo, de acusações de abuso sexual cometido por membros de suas missões de paz. Há também críticas à baixa participação de mulheres no alto escalão da organização.
A tarefa coube, por ora, a um personagem de revistinhas que completa agora seus 75 anos de idade, mais velha portanto do que as próprias Nações Unidas.
Enquanto Guterres se une ao clube de Ban Ki-moon, Kofi Annan e Boutros Boutros-Ghali, a Mulher-Maravilha será parte do time de embaixadores rabiscados que já contou com o Ursinho Pooh e a Sininho do Peter Pan.
Sua imagem será utilizada nas redes sociais em mensagens de igualdade de gênero.

 

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