Mundo se reúne em Marrakesh para colocar em prática acordo do clima

Apesar de ser realizado no Marrocos, participantes terão os olhos voltados para os EUA, onde ocorrem as eleições na terça-feira

FBC, Fernando Filho e Miguel CoelhoFBC, Fernando Filho e Miguel Coelho - Foto: divulgação

Representantes de todos os países do mundo se reúnem a partir desta segunda-feira (7) em Marrakesh para colocar em prática o histórico acordo sobre o clima de Paris, que tem o ambicioso objetivo de frear o aquecimento global.

Muitos dos 15.000 participantes da conferência anual da ONU sobre o clima (COP22), que reúne políticos, cientistas, ONGs e empresas, também terão os olhares voltados para os Estados Unidos, onde na terça-feira (8) serão realizadas as eleições presidenciais.

A segunda semana da conferência, que termina no dia 18 de novembro, também contará com a presença de 60 chefes de Estado e de governo.

"Esperamos ter uma relação muito construtiva e positiva" com o próximo presidente dos Estados Unidos, disse à imprensa Patricia Espinosa, a responsável do clima na ONU.

O candidato republicano, Donald Trump, que enfrenta a democrata Hillary Clinton, já disse que se oporá ao acordo se for eleito.

Os Estados Unidos, o segundo emissor mundial de gases de efeito estufa, que provocam o aumento da temperatura, "são um de nossos sócios mais importantes, razão pela qual sua participação no acordo é crucial", acrescentou Espinosa.

"Agora o acordo de Paris já entrou em vigor (na última sexta-feira) e todos estamos obrigados por este compromisso", indicou.

O acordo de Paris, adotado no fim de 2015, foi assinado por 192 países e ratificado por 100 deles representando 70% das emissões mundiais.

O texto é agora "o mapa do caminho do combate contra as mudanças climáticas", lembra Manuel Pulgar-Vidal, o ministro peruano que presidiu a COP20 e que atualmente é o responsável da WWF.

Na COP22 de Marrakesh, os negociadores precisarão entrar em acordo sobre uma série de processos que tornem possível colocar em prática o acordo de Paris.

Trata-se, segundo a negociadora francesa Laurence Tubiana, de "terminar as regras" do texto, cujo objetivo principal é que o aquecimento global não supere +2°C, mas que também inclui compromissos em nível nacional.

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