Na Argentina, Macri vai receber Temer longe da Casa Rosada

Visita à Argentina será a primeira bilateral do dirigente brasileiro e durará cerca de cinco horas

AfterimageAfterimage - Foto: Divulgação

Ao contrário do que costuma ocorrer quando um chefe de Estado visita a Argentina, o presidente Michel Temer não será recebido na Casa Rosada, a sede oficial do Executivo do país.

A reunião entre Temer e seu par Mauricio Macri está agendada para ocorrer na manhã de segunda-feira (3) na residência oficial da presidência, em Olivos, a 17 quilômetros do centro de Buenos Aires.

A visita à Argentina será a primeira bilateral do dirigente brasileiro e durará cerca de cinco horas. No fim da tarde de segunda, ele seguirá para o Paraguai, onde se encontrará com o presidente Horacio Cartes.

O governo argentino informou que Macri tem compromissos em Olivos na segunda e que, por isso, a reunião será lá. A mudança do local do encontro, porém, facilitará a vida de Temer, pois protestos já estavam sendo organizados para ocorrer na Praça de Maio, diante da Casa Rosada.

Pela internet, os manifestantes convocaram um ato para as 10h. O grande momento do protesto, porém, está agendado para as 18h, horário em Temer já deverá ter deixado o país.

De acordo com a organização, participarão do ato representantes de 54 agrupações políticas, ONGs e movimentos sociais. Pelas redes sociais, 710 pessoas haviam confirmado presença e 1.100 indicado ter interesse no evento até o fim da tarde desta sexta (30).

Quando o chanceler José Serra esteve em Buenos Aires, em maio, houve protestos diante da Embaixada brasileira e do Ministério das Relações Exteriores.

Na ocasião, além de brasileiros, grupos políticos argentinos de esquerda, como a La Campora, liderada por Máximo Kirchner, filho da ex-presidente Cristina, também se manifestaram contra Temer.

Desde que chegou à Presidência, em dezembro do ano passado, Macri já recebeu o presidente americano, Barack Obama, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, o presidente francês, François Hollande, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Todos os encontros foram na Casa Rosada.

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