Na Espanha, trens param no 8 de Março pelos direitos das mulheres

Alguns coletivos feministas também convidaram as mulheres a não consumirem e a se negarem a fazer tarefas domésticas

Mulheres em protesto contra casos de abuso sexual e estuproMulheres em protesto contra casos de abuso sexual e estupro - Foto: Mark Ralston / AFP

O transporte ferroviário funcionará com capacidade reduzida na Espanha, nesta quinta-feira (8), em razão da paralisação em defesa do direito das mulheres lançada pelos principais sindicatos espanhóis desse setor - anunciou a companhia nacional Renfe nesta quarta-feira (7). Uma grande manifestação está prevista para acontecer nas principais capitais do país a partir das 19h (15h, horário de Brasília).

No Dia Internacional da Mulher, 200 de um total de 568 trens não circularão nos trajetos interurbanos, de acordo com uma resolução do Ministério do Fomento e dos Transportes, ao qual a Renfe está atrelada, publicada hoje no site institucional.

O texto informa ainda que cerca de 65% do serviço estará garantido. Em relação aos trens em alta velocidade (TGV), ou àqueles que cobrem grandes trajetos, 105 estarão inativos, o que significa um funcionamento de 72% do volume total.

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No final de fevereiro, dez sindicatos lançaram a convocação para essa paralisação de 24 horas. Alguns coletivos feministas também convidaram as mulheres a não consumirem e a se negarem a fazer tarefas domésticas.

As duas principais centrais - Comissões Operárias (CCOO) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), que não aderiram em um primeiro momento - decidiram convocar uma paralisação de duas horas desse dia de trabalho.

Para as CCOO, trata-se de denunciar o "negacionismo sobre as desigualdades" entre homens e mulheres, que se agravaram ainda mais com a dura crise financeira vivida pelo país entre 2008 e 2014.

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