Na volta do G7, presidente do Chile será recebido por Bolsonaro em Brasília

De acordo com pessoas próximas ao assunto, a agenda foi solicitada pelo chileno na segunda e confirmada pelo Brasil no fim da tarde de terça (27)

Presidente do Chile, Sebastian PiñeraPresidente do Chile, Sebastian Piñera - Foto: Eitan Abramovich / AFP

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai se reunir com seu contraparte chileno, Sebastián Piñera, na manhã desta quarta-feira (28), em Brasília. De acordo com pessoas próximas ao assunto, a agenda foi solicitada pelo chileno na segunda e confirmada pelo Brasil no fim da tarde de terça (27). O Planalto divulgou o encontro horas mais tarde, durante a noite.

Piñera deve relatar ao presidente brasileiro as discussões durante a cúpula do G7, na França, da qual ele participou como membro convidado. Bolsonaro receberá o mandatário chileno com um café da manhã no Palácio da Alvorada. Devem participar do encontro os ministros Fernando Azevedo (Defesa) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

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O incêndio na floresta amazônica esteve entre os principais assuntos discutidos durante o encontro, realizado em Biarritz entre sábado (24) e segunda-feira (26).
O governo brasileiro vê em Piñera e no presidente americano, Donald Trump, seus principais aliados presentes no fórum, do qual o Brasil não faz parte. Participam do G7 Alemanha, Canadá, França, Estados Unidos, Itália, Reino Unido e Japão. Chile e Espanha participaram como convidados nesta edição.

O governo Bolsonaro foi alvo de uma série de críticas por parte do anfitrião do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron. Ele levou a questão das queimadas na Amazônia como uma de suas principais preocupações para o grupo. Uma crise diplomática entre França e Brasil se desenhou na esteira do G7, com troca de farpas públicas entre Macron e Bolsonaro.

O presidente brasileiro tem resistido em aceitar uma ajuda de US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões) ofertada pelo mandatário francês em nome do G7.
Bolsonaro tem repetido que os europeus querem interferir na soberania brasileira em relação às políticas ambientais adotadas na Amazônia.

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