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Naufrágio na costa da Tunísia deixa ao menos 70 imigrantes mortos

É um dos naufrágios mais letais envolvendo imigrantes no Mar Mediterrâneo neste ano

Ao menos 70 imigrantes moram afogados nesta sexta-feira (10) após naufrágio de um barco no litoral da Tunísia, informou a agência estatal tunisiana Afrique Presse.

O Ministério da Defesa tunisiano disse que a embarcação partiu do porto líbio de Zouara, na terça-feira (7), com objetivo de chegar à Itália. Afundou a 64 km da costa de Safax, ao sul da Tunísia.

É um dos naufrágios mais letais envolvendo imigrantes no Mar Mediterrâneo neste ano. Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa da Líbia, Mohamed Zekri, um barco de pesca conseguiu resgatar 16 sobreviventes, incluindo duas mulheres grávidas, um bebê e quatro menores desacompanhados. Apenas três corpos foram achados pela marinha tunisiana.

O Crescente Vermelho na Tunísia estimou que poderia haver até 90 passageiros no barco. "Provavelmente nunca saberemos o número exato de mortes", disse Mongi Slim, chefe da equipe regional.

De acordo com o ACNUR, a agência da ONU para refugiados, outras 101 pessoas detidas no Mar Mediterrâneo nesta semana foram devolvidas à Líbia, apesar das repetidas advertências de que não é seguro enviar pessoas de volta ao país.

"Se não agirmos agora, é quase certo que veremos novas tragédias nas próximas semanas e meses", alertou Vincent Cochetel, enviado especial do ACNUR para o Mediterrâneo.

O litoral oeste da Líbia é um ponto de partido para muito imigrantes de toda a África, que pagam traficantes para transportá-los à Europa. Os números, porém, têm diminuído devido ao esforço da Itália e da Guarda Costeira da Líbia em desmantelar as redes de tráfico.

O confronto entre facções e milícias rivais pelo controle da Líbia vem dilacerando o país desde a derrubada do ditador Muammar Gadaffi em 2011.

Nas últimas cinco semanas, as tropas lideradas pelo general Khalifa Haftar, baseadas no leste do país, tem avançado contra o governo, na tentativa de tomar o poder.

O governo da capital é controlado pelo Conselho Presidencial e o Governo de Unidade Nacional (GNA), único reconhecido pelas Nações Unidas.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações da ONU (OIM), 2.297 imigrantes morreram ou desaparecem tentando cruzar o Mediterrâneo e 117 mil conseguiram chegar a Europa fazendo a travessia.

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