No Brasil, temor é a saúde

O percentual de pessoas que acham que o rumo está errado caiu de 88% para 84% em poucos meses.

Antônio Campos esteve com o embaixador da Argélia, Toufik Dahmani (C), em BrasíliaAntônio Campos esteve com o embaixador da Argélia, Toufik Dahmani (C), em Brasília - Foto: Divulgação

 

Terceiro País mais pessimista em relação ao futuro entre as 25 nações em que a pesquisa foi realizada, o Brasil tem passado por uma oscilação rápida do índice de pessoas que acham que o País está indo na direção certa.
De julho a setembro, período no qual o País passou pelo processo de mudança no governo, com o impeachment de Dilma Rousseff, o País saiu de um índice de pessimismo tão alto quanto o do primeiro do ranking, para o terceiro lugar. O percentual de pessoas que acham que o rumo está errado caiu de 88% para 84% em poucos meses.
A lista de temas que inquietam os brasileiros difere da preocupação global. O tema que mais perturba os brasileiros é o sistema de saúde (50%), seguido pela criminalidade e violência (48%), pela corrupção financeira e política (45%), pelo desemprego (43%) e pela educação (30%).
Pobreza e desigualdade, que afligem 33% dos entrevistados globalmente, aparecem apenas em sétimo lugar entre as preocupações dos brasileiros, citado por 21% dos entrevistados.
Controles de imigração, obesidade infantil, acesso a crédito, aquecimento global, terrorismo e extremismo foram temas praticamente ignorados pelos brasileiros citados por 1% ou menos dos entrevistados do País.
A instabilidade política e econômica do País nos últimos anos é percebida na oscilação da lista de preocupações da população. O desemprego, por exemplo, preocupava menos de 20% dos brasileiros em 2010, mas agora é citado por 43%.
A violência, por outro lado, caiu de um patamar próximo de 60%, e do ponto mais alto na lista de preocupações em 2012, aos atuais 48%. Já a preocupação com o sistema de saúde, que lidera as preocupações, chegou ao patamar de 70% em 2014, antes de cair aos atuais 50%.

 

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