Nova York suspende utilização do toque de recolher
Medida foi tomada como tentativa de enfraquecer manifestações em homenagem a George Floyd e contra o racismo
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, suspendeu neste domingo (7) o toque de recolher que vigorou por quase uma semana, enquanto protestos antirracistas tomavam as ruas da cidade e de várias outras nos Estados Unidos. "Ontem e na noite passada vimos o melhor da nossa cidade", tuitou de Blasio e anunciou que o fim do toque de recolher de "efeito imediato".
A medida, que vigorava das 20h às 5h, foi tomada na cidade pela primeira vez em 75 anos e cessou um dia antes do início da reabertura econômica gradual após mais de dois meses de confinamento contra o coronavírus.
Nesta semana, Nova York entrará na fase um do plano de reativação da economia do estado, paralisada por medidas contra o coronavírus que matou mais de 21 mil em sua cidade mais populosa. A primeira etapa da reabertura permitirá a retomada das atividades nos setores de manufatura e construção. Os comércios terão acesso restrito.
O controverso toque de recolher foi prorrogado em 2 de junho e começava 20 minutos antes do pôr do sol, depois que várias lojas sofisticadas de Manhattan foram saqueadas em meio a protestos maciços contra a brutalidade policial.
O segundo fim de semana de manifestações, desencadeadas pela morte de um homem negro desarmado pelas mãos da polícia em Minneapolis, provocou marchas massivas, em grande parte pacíficas.
Muitos manifestantes desafiaram o toque de recolher em Nova York, sábado (6), mas foram ignorados pela polícia, que respondeu agressivamente nas noites anteriores contra aqueles que o violaram. Na semana passada, rede sociais mostraram imagens de policiais prendendo manifestantes, bloqueando-os e até atingindo-os com seus bastões.
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Além de protestar contra o racismo, os manifestantes em Nova York exigiam mudar as leis que protegem os antecedentes dos policiais e reduzir o orçamento anual de US $ 6 bilhões destinados à força de segurança.





