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Nova Zelândia reabre mina fechada há 9 anos para recuperar corpos

Os homens faleceram na mina Pike River em novembro de 2010 por uma explosão

Profissionais reabrindo a entrada da mina Pike River, na Nova Zelândia. Profissionais reabrindo a entrada da mina Pike River, na Nova Zelândia.  - Foto: HANDOUT / PIKE RIVER FAMILY REFERENCE GROU /

Uma mina de carvão na qual morreram 29 pessoas em um dos mais graves acidentes da história da Nova Zelândia foi reaberta nesta terça-feira (21), após nove anos, e especialistas iniciaram o longo processo de recuperação dos restos mortais.

Os homens faleceram na mina Pike River em novembro de 2010 por uma explosão provocada pelo acúmulo de gás metano inflamável.

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A mina da Ilha Sul foi selada pelo temor de novas explosões, o que enfureceu as famílias, que desejavam recuperar os corpos de seus parentes.

Especialistas afirmaram que a mina era muito perigosa para entrar, mas as famílias das vítimas argumentaram que era a única maneira de determinar a causa da explosão que matou 24 neozelandeses, dois australianos, dois britânicos e um sul-africano.

A controvérsia foi tão intensa que quando a primeira-ministra Jacinda Ardern foi eleita em 2017, sete anos depois do acidente, ela nomeou especificamente o ministro Andrew Little para supervisionar a reabertura da mina.

Little anunciou que o lacre do túnel de acesso à mina Pike River havia sido retirado.

"Hoje retornamos", disse o ministro, que descreveu a tragédia como a "consequência de uma falha empresarial e regulatória".

"A Nova Zelândia não é um país onde 29 pessoas podem morrer no trabalho sem que as contas sejam verdadeiramente prestadas (...) e é por isto que hoje cumprimos nossa promessa".

O avanço na mina será lento porque os trabalhadores tentarão minimizar o risco de outra explosão de metano.

"O projeto de recuperação acontecerá de maneira profissional", disse o ministro. "O mais importante é que acontecerá de maneira segura".

Uma investigação oficial em 2012 criticou as práticas de trabalho inseguras na mina e destacou que o local não deveria ser operacional. A polícia afirmou que não existiam provas suficientes para apresentar acusações por homicídio contra os diretores do local.

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