O vai e vem das pesquisas nos EUA

A cinco dias das eleições, nova enquete atribui à candidata Hillary Clinton vantagem sutil de três pontos

Senador Armando Monteiro Neto no plenário da CasaSenador Armando Monteiro Neto no plenário da Casa - Foto: Ana Luisa Souza/Divulgação

 

WASHINGTON (AFP) - Novas pesquisas de opinião publicadas nos Estados Unidos mantêm Hillary Clinton à frente de Donald Trump na disputa pela Casa Branca, tranquilizando os mercados mundiais que sofreram quedas depois que o republicano conseguiu reduzir a vantagem da democrata.

A cinco dias das eleições, o jornal The New York Times e a emissora CBS divulgaram ontem uma pesquisa que atribui a Hillary 45% das intenções de voto contra 42% para o candidato republicano, uma brecha equivalente à margem de erro. Dois aspirantes de partidos menores somam juntos 9% das intenções de voto.

A pesquisa anterior, divulgada em meados de outubro, dava à ex-secretária de Estado americana uma vantagem de 9 pontos sobre o bilionário.

Apesar de a distância entre os dois candidatos ter diminuído, há sinais positivos para Hillary, que quer se tornar a primeira mulher a chegar à Casa Branca: os modelos de previsão do The New York Times e do site FiveThirtyEight preveem uma vitória democrata com 86% e 67% dos votos, respectivamente.

Tranquilizados com as novas pesquisas que dão, aainda que com uma margem limitada, a dianteira a Hillary, os mercados europeus e asiáticos se estabilizavam após sofrerem uma queda na última quarta-feira.

Em 2012 na mesma época, Barack Obama, que buscava a reeleição, e Mitt Romney estavam cabeça a cabeça nas pesquisas, mas o presidente acabou vencendo por uma margem confortável de 4 pontos.

Impactos
Nas últimas semanas, a corrida sofreu o impacto de eventos surpreendentes e os ventos eleitorais mudaram de direção mais de uma vez.

Hillary beneficiou-se de uma recuperação no começo de outubro, após a difusão de um vídeo no qual Trump falava pejorativamente sobre as mulheres e quando uma série de mulheres o acusou de assédio sexual, o republicano despencou nas pesquisas.

Mas depois que o FBI anunciou a retomada das investigações sobre o uso pela democrata de um servidor privado quando era secretária de Estado (2009-2013), Trump, que estava em desvantagem, tomou impulso e aproveitou a oportunidade para mudar o teor de sua candidatura.
No entanto, os eleitores não parecem dar muita atenção ao festival de acusações e ataques verbais: 92% dizem já ter decidido em quem votar e 62% afirmam que as revelações dos últimos dias não mudarão seu voto.

 

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