Ondas de calor matam pelo menos 1,5 mil na França

Ministra francesa da Saúde anunciou neste domingo (8) o saldo do forte verão do país, entre junho e julho

Uma pedestre se refresca nos jatos de água públicos às margens do rio Sena, em Paris; Europa enfrenta maiores temperaturas já registradasUma pedestre se refresca nos jatos de água públicos às margens do rio Sena, em Paris; Europa enfrenta maiores temperaturas já registradas - Foto: Philippe Lopez/AFP

As duas ondas de calor intenso registradas na França em junho e julho deste ano deixaram pelo menos 1.500 mortos, dez vezes menos do que o número de óbitos na mesma categoria no verão de 2003 - anunciou a ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn, neste domingo (8).

"Registramos mais 1.500 mortes em relação à média destes meses, embora o número seja dez vezes menor do que as provocadas pela onda de calor de 2003", afirmou a ministra, em declarações à France Inter e Franceinfo.

Leia também:
Em missa em Madagascar, Papa rechaça 'cultura do privilégio'
Temperaturas sobem na Europa, em alerta por onda de calor


Em junho, a França superou seu recorde histórico de temperatura absoluta desde que essas medições são feitas, com 46°C, no sul do país, no dia 28 do citado mês.

"Destas 1.500 mortes adicionais, quase metade foi de pessoas acima de 75 anos, mas também houve adultos, inclusive jovens", acrescentou, referindo-se a mortes "no âmbito do trabalho".

A canícula mais letal na França aconteceu no verão de 2003, com 15.000 mortes relacionadas às temperaturas excessivas.

Veja também

Uso de enxaguante bucal para combater coronavírus não tem comprovação científica
Fake News

Uso de enxaguante bucal para combater coronavírus não tem comprovação científica

Londres prende centenas de manifestantes por violarem restrições da Covid
Coronavírus

Londres prende centenas de manifestantes por violarem restrições da Covid