ONU diz que coronavírus e protestos ressaltam a 'discriminação racial endêmica' nos EUA

Uma semana depois da morte de George Floyd, de 46 anos, pelas mãos do policial que o imobilizou contra o chão após prendê-lo na cidade de Minneapolis, os protestos se espalharam por todo o país

Menino protesta em Atlanta, nos EUAMenino protesta em Atlanta, nos EUA - Foto: Elijah Nouvelage / Getty Images North America

A pandemia e as manifestações nos Estados Unidos após a morte de um homem negro asfixiado por um policial branco destacam "as discriminações raciais endêmicas" , declarou nesta terça-feira (2) a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

"Este vírus mostra as desigualdades endêmicas que foram ignoradas por muito tempo", afirmou Bachelet em um comunicado. "Nos Estados Unidos, as manifestações (...) destacam não apenas a violência policial contra os cidadãos de cor, mas também as desigualdades no âmbito da saúde, educação e emprego e também a discriminação racial endêmica", acrescentou.

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Uma semana depois da morte de George Floyd, de 46 anos, pelas mãos do policial que o imobilizou contra o chão após prendê-lo na cidade de Minneapolis, os protestos se espalharam por todo o país e desde domingo (31) geraram distúrbios generalizados e saques.

O presidente Donald Trump vive a crise mais grave de seu mandato diante dos milhares de manifestantes que protestam contra a brutalidade policial, o racismo e a desigualdade social, que a pandemia de coronavírus colocou ainda mais em evidência.

"As estatísticas mostram um impacto devastador da Covid-19 nas populações de origem africana, assim como nas minorias étnicas de certos países como Brasil, França, Reino Unido e Estados Unidos", acrescentou Bachelet.

Nos Estados Unidos, a taxa de mortalidade das pessoas com resultado positivo para COVID-19 é duas vezes maior entre os afro-americanos do que em outras comunidades, de acordo com a ex-presidente chilena.

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