Oposição na Venezuela reclama de golpe após suspensão de referendo

Devia-se recolher 1% do padrão eleitoral, ou 200 mil firmas -a oposição apresentou 1,9 milhão

Jantar para Dilma aconteceu na residência de Kátia AbreuJantar para Dilma aconteceu na residência de Kátia Abreu - Foto: Antônio cruz/ABr

A suspensão do referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro foi classificada como um golpe de Estado pela oposição venezuelana
"Na Venezuela se deu um golpe de Estado, não se pode qualificar de outra forma. Chegou a hora de defender a Constituição", afirmou o governador de Miranda e líder opositor, Henrique Capriles.

O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) suspendeu na última quinta-feira (20) a segunda etapa do processo de referendo convocado pela oposição contra Maduro, com base em decisões de tribunais penais que anularam em cinco Estados a coleta de assinaturas feita pela oposição em maio, na primeira fase de convocação do referendo.

Devia-se recolher 1% do padrão eleitoral, ou 200 mil firmas -a oposição apresentou 1,9 milhão. Agora, os tribunais penais alegam que houve fraude na coleta. Com isso, não será realizada na próxima semana a coleta de firmas que totalizem 20% (4 milhões) do padrão eleitoral.

Capriles convocou uma mobilização para a próxima quarta-feira (26). "Na quarta-feira terá início uma mobilização em todo o país, vamos tomar a Venezuela de ponta a ponta, todo o povo mobilizado para restituir a ordem constitucional."
Ele afirmou que a Assembleia Nacional realizará uma sessão de emergência neste domingo (23) para "tomar decisões", porque Maduro "está desobedecendo a Constituição".

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