Palestinos lançam ataque a Israel com foguetes

Os militares israelenses disseram que um dos projéteis lançados de Gaza explodiu no quintal de uma escola infantil, danificando paredes, cerca de uma hora antes do horário de abertura do local

Faixa de Gaza após ataque aéreo israelenseFaixa de Gaza após ataque aéreo israelense - Foto: Thomas Coex / AFP

Militantes palestinos lançaram nesta terça-feira (29) o ataque mais pesado com morteiros e foguetes contra Israel desde 2014. Aeronaves israelenses reagiram alvejando campos do grupo Jihad Islâmica no enclave. Não há relatos de mortes de nenhum dos dois lados. Cerca de 70 projéteis foram disparados da Faixa de Gaza. Já os aviões israelenses atingiram ao menos sete locais usados pela Jihad Islâmica.

Os militares israelenses disseram que quase todos os projéteis lançados de Gaza foram abatidos pelo sistema de interceptação de foguetes Domo de Ferro, mas que um explodiu no quintal de uma escola infantil, danificando paredes, cerca de uma hora antes do horário de abertura do local. No lado israelense, três soldados e um civil foram feridos.

O braço militar do Hamas -grupo que controla a Faixa de Gaza- assumiu a responsabilidade pelos ataques, em parceria com a Jihad Islâmica, que havia prometido se vingar porque três de seus membros haviam sido mortos por disparos de tanques de Israel no domingo (27).

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A violência cresceu na fronteira com Gaza ao longo das últimas semanas, durante as quais 116 palestinos foram mortos por disparos israelenses em manifestações pedindo o direito de retorno a terras hoje pertencentes a Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que os militares retaliarão com força ao ataque com morteiros. A Jihad Islâmica anunciou que chegou a um acordo de cessar-fogo mediado pelo Egito, mas a informação não foi confirmada pelas autoridades israelenses até a conclusão desta edição.

Os organizadores dos protestos na fronteira de Gaza fizeram também nesta terça-feira um protesto lançando barcos ao mar para contestar o bloqueio marítimo de Israel e Gaza. Uma embarcação do Hamas com pessoas que precisavam de cuidados médicos tentou romper o bloqueio e se dirigir para o Chipre, mas acabou impedida de seguir viagem. Foi rebocada para o porto israelense de Ashdod.

Nickolay Mladenov, coordenador especial das Nações Unidas para o processo de paz no Oriente Médio, pediu moderação das duas partes e disse estar profundamente preocupado com "o disparo indiscriminado de foguetes dos militantes palestinos de Gaza contra comunidades do sul de Israel".

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