Papa faz apelo à paz entre os povos em mensagem de Natal

Na tradicional 'Urbi et orbi', o pontífice pediu aos presentes para recordarem a mensagem universal do Natal

Papa Francisco na tradicional 'Urbi et orbi', na Basílica de São PedroPapa Francisco na tradicional 'Urbi et orbi', na Basílica de São Pedro - Foto: Vatican Media/AFP

O papa Francisco dedicou a tradicional mensagem de Natal à "fraternidade" entre os povos, com desejos de que os refugiados sírios retornem a seu país e que a guerra e a fome terminem no Iêmen.

Da varanda na Basílica de São Pedro, durante sua tradicional mensagem natalina seguida pela bênção Urbi et orbi (à cidade e ao mundo), o papa falou sobre diversos conflitos no planeta. O sumo pontífice pediu à comunidade internacional um esforço para que os refugiados sírios "possam viver em paz" em seu país.

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Milhares de pessoas acompanharam a mensagem do papa, que indicou qual é a mensagem universal do Natal. "[O Natal] diz-nos que Deus é um Pai bom, e nós somos todos irmãos. Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade", disse o pontífice.

"Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego. Por isso, as minhas boas-festas natalícias são votos de fraternidade", acrescentou, desejando que pessoas de todas as nações e culturas, ideias diferentes e de distintas religiões se respeitem e ouçam mais umas às outras.

O papa não esqueceu a Terra Santa em sua mensagem, com um apelo ao "diálogo". "Que o Natal torne possível que israelenses e palestinos retomem o diálogo e empreendam um caminho de paz que acabe com um conflito que dura mais de 70 anos", declarou.

Também expressou sua proximidade com as comunidades cristãs da "amada" Ucrânia, em um momento de grande tensão religiosa com a Rússia. "Apenas com a paz [...] o país pode se recuperar dos sofrimentos padecidos [...] Me sinto próximo às comunidades cristãs desta região e peço que possam ser estabelecidas relações de fraternidade e amizade", destacou.

Francisco também falou sobre as crises na Venezuela e Nicarágua. "Que este tempo de bênção permita a Venezuela encontrar de novo a concórdia e que todos os membros da sociedade trabalhem fraternalmente pelo desenvolvimento do país, ajudando os setores mais frágeis da população", afirmou o sumo pontífice.

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