Papa promulga lei para racionalizar administração do Vaticano

Para simplificar a estrutura, as direções passam de nove para sete e os escritórios centrais, de cinco a dois

 Papa Francisco dirige-se à multidão da janela do palácio apostólico, com vista para a praça de São Pedro Papa Francisco dirige-se à multidão da janela do palácio apostólico, com vista para a praça de São Pedro - Foto: Tiziana Fabi/AFP

O Vaticano publicou nesta quinta-feira (6) uma nova lei promulgada pelo papa que pretende racionalizar e simplificar a administração do pequeno Estado e que entrará em vigor em junho. Jorge Bergoglio, escolhido em 2013 especialmente por ter comandado uma série de reformas institucionais, havia nomeado no ano passado uma comissão para avaliar a reorganização da governação, cujos serviços administrativos são regidos por uma lei que data de 2002, durante o papado de João Paulo II.

Esta reforma é regida pelos "princípios de racionalização, de economia e simplificação", e se submete a "critérios de funcionalidade, transparência, coerência normativa e flexibilidade organizacional", explica no preâmbulo do texto. Para simplificar a estrutura, as direções passam de nove para sete e os escritórios centrais, de cinco a dois. E para garantir a transparência, foi criado um organismo de auditoria e controle que se encarrega de avaliar o respeito às normas em vigor, mas também a eficácia dos serviços.

Além disso, um serviço de contabilidade geral estabelecerá um balanço e verificará a conformidade e execução dos contratos. Destes, os importantes deverão ser submetidos a uma análise jurídica, limitando ao máximo o recurso a empresas que não sejam do Vaticano.

Leia também:
Novo livro do Papa Francisco é lançado no Recife
Kim Jong Un quer que o papa Francisco visite a Coreia do Norte
Papa Francisco retira do sacerdócio principal acusado de abusos no Chile
Papa Francisco pede perdão por feridas e ofensas aos chilenos


A governação, encarregada da organização diária da Cidade do Vaticano, território de 44 hectares no centro de Roma, é o primeiro empregador da Santa Sé, com cerca de 2.000 colaboradores dos 4.500 do Estado. Alguns são eclesiásticos, mas muitos são laicos, como jardineiros, técnicos, funcionários de contabilidade, membros do serviço de segurança, guias dos museus do Vaticano, entre outros

Veja também

Restrições caem e europeus lotam ruas com avanço da vacinação
Coronavírus

Restrições caem e europeus lotam ruas com avanço da vacinação

Briga com tiros na Times Square fere 3, incluindo menina de 4 anos
EUA

Briga com tiros na Times Square fere 3, incluindo menina de 4 anos