Papa se desculpa após roubo de estátuas indígenas da Amazônia

Estatuetas foram expostas em várias procissões pelos representantes de povos indígenas convidados a Roma

Papa Francisco ao lado de indígenasPapa Francisco ao lado de indígenas - Foto: Cris Bouroncle/AFP

O papa Francisco se desculpou nesta sexta-feira (25) pelo roubo de estátuas indígenas da Amazônia que foram lançadas ao rio Tibre, objetos considerados "pagãos" por ultraconservadores.

"Isto aconteceu em Roma e, enquanto bispo desta diocese, peço perdão a quem ficou ofendido pelo gesto", declarou o pontífice.

As estatuetas de madeira, entre elas uma que representa a Pachamama, a Mãe Terra, foram expostas em várias procissões pelos representantes de povos indígenas convidados a Roma com motivo do sínodo dedicado aos problemas da Amazônia, de 6 a 27 de outubro.

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Em um vídeo transmitido nas redes sociais podem-se ver as imagens de dois homens que roubam cinco estatuetas em uma igreja perto do Vaticano onde se realizavam eventos paralelos ao sínodo da Amazônia.

Depois, um homem lança as estatuetas a partir de uma ponte no rio Tibre.

Uma das estatuetas e outros objetos simbólicos estiveram na basílica de São Pedro e foram carregadas em procissão pelos indígenas para um ato com o papa e os bispos durante o primeiro dia do sínodo.

As estatuetas em questão, "encontradas no Tibre, não foram danificadas", ressaltou o papa Francisco.

O uso desses objetos sagrados para os indígenas durante as celebrações católicas irritou os ultraconservadores, contrários a essas aberturas por parte do papa Francisco.

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