Paris e Londres pedem a Washington que aumente pressão sobre EI

A luta contra os extremistas do Estado Islâmico é a prioridade da França

Dispositivos não tripulados tornaram-se uma arma para o grupo Estado IslâmicoDispositivos não tripulados tornaram-se uma arma para o grupo Estado Islâmico - Foto: Odd Andersen/AFP

Paris e Londres pediram nesta terça-feira (7) à coalizão internacional anti-extremista liderada pelos Estados Unidos que mantenha a pressão sobre o grupo Estado Islâmico (EI) e recupere a cidade de Raqqa, capital do autoproclamado califado na Síria, um combate que Donald Trump quer dar novo impulso.

A luta contra os extremistas do Estado Islâmico é a prioridade da França, segundo contribuinte desta coalizão que reúne 68 países, assegurou nesta terça-feira seu embaixador diante da ONU, François Delattre.

"É muito importante" que os Estados Unidos "reconheçam plenamente a ameaça do Estado Islâmico", explicou aos jornalistas após uma reunião do Conselho de Segurança sobre o EI.

"Temos ajudado as forças iraquianas a retomar Mossul. A batalha para retomar Raqqa na Síria é igualmente crucial", insistiu Delattre.

O Reino Unido manifestou a mesma vontade de "manter o impulso" da coalizão, organizada em 2014 pelo ex-presidente americano Barack Obama. "A próxima etapa é atacar o EI em Raqqa e em Mossul", afirmou o britânico Peter Wilson, na ONU.

O novo presidente Donald Trump visitou na segunda-feira na Flórida o comando militar encarregado do Oriente Médio e a luta contra o EI. E reafirmou sua vontade de combater "o terrorismo islâmico radical".

O chefe da Força Aérea americana, David Goldfein, se mostrou, nesta terça-feira, muito prudente sobre as possibilidades de aumentar os bombardeios.

Goldfein explicou aos jornalistas que os bombardeios aéreos tinham que estar "sincronizados" com os progressos das forças em terra e com os esforços políticos para preparar o futuro da população na área.

"Estou muito orgulhoso de não termos perdido de vista que temos que fazer a guerra mantendo nossos valores", indicou o general.

"Os lucros a curto prazo" que serão conseguidos aumentando o número de bombas poderão ser insignificantes, diante dos custos "a longo prazo" de destruições em massa nas zonas bombardeadas, considerou.

O EI "está na defensiva, suas finanças estão paralisadas, vários de seus responsáveis foram mortos e o fluxo de combatentes estrangeiros se esgota", assinalou Peter Wilson.

Os extremistas estão "na defensiva em várias regiões", afirmou o responsável de assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman, mas parece que sempre têm os fundos necessários para continuar os combates, explicou no Conselho.

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