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Pentágono reforça efetivos na fronteira com México

Trump reafirmou que poderá utilizar os militares para enfrentar esta "emergência"

Hondurenhos seguem em caravana de migração em direção aos EUAHondurenhos seguem em caravana de migração em direção aos EUA - Foto: Johan Ordonez / AFP

O Pentágono vai enviar mais 800 homens à fronteira com o México, informaram nesta quinta-feira à AFP dois funcionários americanos, no momento em que avança uma caravana de emigrantes hondurenhos em direção aos Estados Unidos.

Este reforço se somará aos cerca de 2 mil membros da Guarda Nacional já mobilizados para operações de apoio na fronteira. Espera-se que o secretário da Defesa, Jim Mattis, assine a ordem para o envio dos 800 homens adicionais até o final de semana, revelou um funcionário do Pentágono.

O contingente será constituído por médicos e engenheiros, e ficará encarregado principalmente de dar apoio logístico. O porta-voz do Pentágono, comandante Bill Speaks, disse que o departamento de Defesa está trabalhando com o departamento de Segurança Interna (DHS) para determinar "os detalhes do apoio" às autoridades fronteiriças.

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O presidente americano, Donald Trump, reafirmou nesta quinta-feira (26) no Twitter que poderá utilizar os militares para enfrentar esta "emergência", prosseguindo com seu discurso contra a imigração, que foi um dos eixos de sua campanha, no momento em que se aproximam as eleições legislativas de 6 de novembro nos Estados Unidos.

A caravana partiu no dia 13 de outubro da cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com milhares de pessoas que planejam entrar nos Estados Unidos. Trump critica a questão de modo praticamente diário. A ONU avalia que cerca de 7 mil pessoas viajam na caravana.

Na tarde desta quinta-feira, Trump disse para os membros da marcha darem meia-volta. "Voltem ao seu país e, se desejarem, enviem um pedido de cidadania, como fazem milhões de pessoas".

O jornal New York Times informou na quinta-feira à noite que Trump está considerando emitir uma ordem executiva para impedir que os migrantes centro-americanos atravessem a fronteira.

Esta ordem invocaria o mesmo capítulo da lei de imigração que Trump citou para apoiar sua proibição de viagem aos Estados Unidos dos cidadãos muçulmanos, afirma o jornal.

A ordem também criaria novas leis que desqualificariam como solicitantes de asilo os migrantes que atravessam a fronteira entre postos fronteiriços, afirma o NYT, que citou pessoas próximas ao plano, mas estabeleceria exceções para vítimas de torturas em seus países.

Em termos gerais, a ordem evitaria que centenas de pessoas que integram a caravana entrem nos Estados Unidos e solicitem asilo, de acordo com o jornal.

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