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Pivô de escândalo sexual envolvendo o Prêmio Nobel deve pegar três anos de prisão

O fotógrafo francês Jean-Claude Arnault está no centro de um escândalo de abuso sexual e crimes financeiros

De acordo com o advogado do fotógrafo, Arnault foi imediatamente mandado para o prisão de Kronoberg, em EstocolmoDe acordo com o advogado do fotógrafo, Arnault foi imediatamente mandado para o prisão de Kronoberg, em Estocolmo - Foto: Jonathan Nackstrand/AFP

Na suécia, uma promotora pediu que o fotógrafo francês Jean-Claude Arnault pegue três anos de prisão. Ele está no centro de um escândalo de abuso sexual e crimes financeiros, cujas consequências respingaram na Academia Sueca, instituição responsável pelo Nobel de Literatura. Arnault é uma figura de destaque na cena cultural sueca e marido de Katarina Frostenson, membro da Academia.

Após uma série de denúncias, a entrega do Prêmio Nobel de Literatura foi cancelada em 2018. A cerimônia de 2019 também corre o risco de ser cancelada. A procuradora Christina Voigt disse que Arnault, por ser cidadão francês, deve ser detido pois "há risco de que ele saia da Suécia". O veredicto será anunciado do dia 1º de outubro. Arnault negou as acusações de estupro.

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Segundo o advogado do fotógrafo, Arnault foi imediatamente mandado para o prisão de Kronoberg, em Estocolmo. O caso surgiu em novembro, quando o jornal Dagens Nyheter noticiou que pelo menos 18 mulheres acusavam Jean-Claude Arnault, uma importante figura no meio cultural sueco, de assédio e agressão sexual.

O jornal noticiou que Arnault havia sido acusado em diversas instâncias de maus tratos a mulheres, no clube e em imóveis de propriedade da Academia, em Estocolmo e Paris, nos últimos 20 anos. O jornal informou também que Arnault havia vazado informações sobre o ganhador do Nobel de Literatura sete vezes, desde 1996.

Numa assembleia realizada em abril deste ano, seis membros da instituição votaram a favor da expulsão de Katarina Frostenson. Contudo, uma maioria de oito integrantes votou contra a proposta -resultado que gerou a crise que agora ocupa todo dia as manchetes dos jornais suecos.

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