Polícia russa invade cinema em Moscou devido a comédia sobre morte de Stalin

Filme de Armando Iannucci, considerado "extremista" por cineastas e políticos russos

Policiais interrogaram vários empregados e tiraram fotos no cinema PionerPoliciais interrogaram vários empregados e tiraram fotos no cinema Pioner - Foto: Ola Cichowlas/AFP

A polícia russa fez uma batida nesta sexta-feira (26) em um cinema de Moscou em que se projetava o filme satírico "A Morte de Stalin", uma comédia franco-britânica sobre os últimos dias do ditador, levando os responsáveis pela sala a decidir cancelar as projeções.

"Queridos amigos, por razões alheias à nossa vontade, o cinema Pioner se vê obrigado a cancelar as sessões do filme 'A Morte de Stalin' a partir de 27 de janeiro", informou esse cinema em um comunicado publicado na internet.

O Ministério da Cultura russo ameaçou na quinta-feira (25) impor "sanções administrativas" aos cinemas que decidissem projetar a comédia, cuja licença de distribuição foi anulada na terça-feira, dois dias antes de sua estreia comercial na Rússia.

O cinema Pioner decidiu, no entanto, organizar nesta sexta-feira várias sessões deste filme de Armando Iannucci, considerado "extremista" por cineastas e políticos russos.

Após a primeira sessão matinal, seis policiais se apresentaram no cinema, interrogaram vários empregados e tiraram fotos no local, presenciou uma jornalista da AFP.

Na última segunda-feira (22), o Ministério da Cultura organizou uma sessão privada para responsáveis políticos, cineastas e deputados.

O público saiu visivelmente indignado da projeção e assinou uma solicitação ao ministro Vladimir Medinski para que proíba esta comédia "extremista" que "ridiculariza os símbolos nacionais russos".

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