Presidente da Coreia do Sul será conhecido nesta terça

Derrotado por Park na eleição de 2012, o liberal Moon Jae-in (Partido Democrático, de centro-esquerda) deve ser eleito -

Moon Jae-InMoon Jae-In - Foto: JUNG Yeon-Je / AFP

Quase dois meses depois do impeachment de Park Geun-hye, 31 milhões de sul-coreanos vão às urnas nesta terça-feira (9) para escolher um novo presidente na tentativa de encerrar meses de tumulto político desencadeado com o escândalo de corrupção envolvendo a ex-mandatária, uma amiga e os maiores conglomerados do país.

Derrotado por Park na eleição de 2012, o liberal Moon Jae-in (Partido Democrático, de centro-esquerda) deve ser eleito - ele lidera todas as pesquisas com uma margem de 20 pontos percentuais em relação ao segundo colocado.

O voto na Coreia do Sul não é obrigatório, e a Comissão Nacional Eleitoral espera uma taxa de comparecimento superior a 80% -26% dos eleitores já votaram antecipadamente no dia 4. Não há segundo turno.

O novo presidente assume já amanhã com dois grandes desafios: internamente, avançar com reformas que aumentem a transparência do governo, combalido após as denúncias contra Park. Presa no fim de março, ela é acusada de subornar empresas e foi a primeira presidente a sofrer impeachment desde a divisão da península Coreana, em 1948. No campo externo, o novo líder sul-coreano terá pela frente - ou melhor, ao lado - uma Coreia do Norte cada vez mais belicosa e o processo de instalação do sistema americano antimísseis no Sul.

Se eleito, Moon deve trabalhar por uma reaproximação com Pyongyang. Por exemplo, reabrindo o complexo industrial intercoreano de Kaesong - fechado por Park em fevereiro de 2016- e retomando o programa que leva turistas sul-coreanos ao monte Geumgang, no lado norte-coreano. Moon também critica a instalação do escudo antimísseis pelos EUA, que foi feita, segundo ele, de forma pouco democrática.

Dois candidatos brigam pelo segundo lugar: o conservador Hong Joon-pyo e o centrista Ahn Cheol-soo.

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