Rebeldes sírios lançam ofensiva para tentar romper cerco a Aleppo

Ofensiva quer romper o cerco mantido pelo Exército em torno da parte leste da cidade, controlada pelos insurgentes.

Os ministros do governo Temer e o senador Armando Monteiro Neto (PTB) durante ato em CaruaruOs ministros do governo Temer e o senador Armando Monteiro Neto (PTB) durante ato em Caruaru - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Rebeldes sírios lançaram nesta sexta-feira (28) em Aleppo uma ofensiva para tentar romper o cerco mantido pelo Exército em torno da parte leste da cidade, controlada pelos insurgentes.

Um repórter da emissora Mayadeen, favorável ao regime sírio, informou terem sido realizados ataques em "todos os lados" da cidade, "do extremo norte ao extremo sul".
Segundo o jornalista, jatos de guerra alvejavam posições dos rebeldes. A Rússia e a Síria, que realizam ataques sobre a cidade, disseram na quinta (27) que seus aviões não sobrevoavam Aleppo há nove dias.

Na ofensiva contra o cerco a Aleppo, rebeldes realizaram ataques com carros-bomba e lançaram foguetes em direção a posições do regime sírio, relatou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres. Ao menos um dos carros-bomba era conduzido por um membro da frente Fatah al-Sham, antiga frene Al Nusra, ligada à rede terrorista Al Qaeda.

Segundo o Observatório, morteiros lançados pelos rebeldes nesta sexta contra a parte ocidental de Aleppo, controlada pelo regime sírio, mataram mais de 15 civis e feriram outros cem.

Um porta-voz da facção rebelde Fastaqim em Aleppo disse que "todas as facções revolucionárias, sem exceção, participam da batalha."

À agência de notícias Reuters, um dirigente do grupo rebelde Frente do Levante, ligado ao Exército Livre da Síria, disse que "há um chamado geral a qualquer pessoa que possa pegar em armas".

Enquanto ocorrem os enfrentamentos em Aleppo, o chanceler russo, Sergei Lavrov, recebe em Moscou seus colegas da Síria e do Irã, para reforçar sua parceria em defesa do ditador sírio, Bashar al-Assad, alvo de críticas do Ocidente por sua campanha militar contra grupos rebeldes.

BATALHA POR ALEPPO

Há meses, o Exército sírio, apoiado em solo por milícias iranianas e libanesas, tomou controle das vias de acesso à parte leste de Aleppo, bastião de grupos rebeldes, deixando isoladas aproximadamente 270 mil pessoas que vivem na área.

Bombardeios realizados por aviões da Rússia e da Síria sobre Aleppo mataram centenas de civis e destruíram hospitais, atraindo críticas de líderes ocidentais. Em parceria com o regime sírio, a Rússia prepara uma ofensiva final retomar Aleppo das mãos dos rebeldes.

A retomada de Aleppo, uma das maiores cidades da Síria, é considerada estratégica para enfraquecer a insurgência armada contra o regime de Assad. Iniciada em 2011, a guerra na Síria já deixou mais de 400 mil mortos e forçou milhões de pessoas a sair de suas casas.

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