Rebelião em presídio na Venezuela deixa ao menos 37 mortos

Segundo as ONGs defensoras do direitos dos réus "Una Ventana a la Libertad"

Banco de dados vai reunir o número de presos, localização e histórico criminalBanco de dados vai reunir o número de presos, localização e histórico criminal - Foto: Divulgação/Rodrigo Freitas/CCOM-MPMA

Ao menos 37 presos morreram durante uma rebelião em uma penitenciária no estado de Amazonas, no sul da Venezuela, informou ontem as autoridades. A Procuradoria Geral anunciou que nomeou dois procuradores para "investigar a morte de 37 pessoas. O Ministério Público confirmou que, nos incidentes, 14 funcionários ficaram feridos, embora não tenha precisado se entre os falecidos há agentes.

O governador de Amazonas, o opositor Liborio Guarulla, anunciou previamente no Twitter o "massacre" de "mais de 35" pessoas durante a entrada de uma unidade especial do Ministério do Interior e Justiça à penitenciária, localizada na cidade de Puerto Ayacucho.

Segundo as ONGs defensoras do direitos dos réus "Una Ventana a la Libertad" e Observatório Venezuelano de Prisões, os 37 mortos são internos. Guarulla afirmou que no centro de detenção havia 105 presos. "É a pior rebelião que tivemos em um centro de detenção preventiva. Lá, os detidos não deveriam passar mais de 48 horas, mas havia presos que estão há anos", disse Carlos Nieto, coordenador de "Una Ventana a la Libertad".

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