Roger Stone, ex-assessor de Trump, preso por caso envolvendo russos

A investigação é a respeito do suposto envolvimento russo nas eleições de Donald Trump em 2016

Roger Stone, estrategista políticoRoger Stone, estrategista político - Foto: Saul Loeb / AFP

Roger Stone, ex-assessor do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, foi indiciado e preso nesta sexta-feira (25) no âmbito da investigação do possível conluio entre a equipe de campanha do presidente eleito em 2016 e a Rússia, informou a imprensa local.

Stone foi acusado pelo promotor especial Robert Mueller em sete processos, incluindo obstrução de um procedimento oficial, falsos testemunhos e manipulação de testemunhas, segundo o jornal The New York Times e outros meios de comunicação citando fontes do gabinete de Mueller.

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Agentes do FBI prenderam Stone, de 66 anos, em sua casa em Fort Lauderdade, Flórida, informou a CNN. O porta-voz de Mueller disse que Stone será apresentado a um juiz da Flórida durante a tarde desta sexta.

O promotor especial Mueller está conduzindo a investigação sobre a suposta conspiração russa, que constitui uma ameaça crescente à casa Branca.

A acusação diz respeito às comunicações de Stone com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, cujo site vazou dezenas de milhares de e-mails hackeados do Partido Democrata que embaraçaram a adversária de Trump, Hillary Clinton, em uma aparente tentativa de influenciar a eleição.

Esta é a primeira acusação em meses feita pelo promotor especial com o objetivo investigar supostos os esforços russos para influenciar a eleição de 2016 para favorecer Trump e se ele e sua equipe tentaram obstruir a justiça.

Stone, que lançou sua carreira como assessor de campanha de Richard Nixon e tem uma tatuagem nas costas do primeiro presidente dos Estados Unidos a renunciar ao cargo, passou décadas assessorando várias campanhas políticas americanas.

Ele foi um dos primeiros membros da equipe de Trump quando o bilionário magnata do setor imobiliário anunciou formalmente que estava disposto a disputar a Casa Branca, mas deixou o cargo meses depois por causa de um desentendimento. Segundo a acusação, no entanto, Stone "manteve contato regular e apoiou publicamente a campanha de Trump até a eleição de 2016". 

Stone havia dito que estava pronto para enfrentar possíveis acusações da equipe de Mueller, e publicamente insultou o promotor especial, repercutindo as alegações de Trump de tudo não passava de uma "caça às bruxas".

"Isso deveria ser sobre o conluio russo, mas parece ser um esforço para silenciar ou punir os partidários do presidente e seus defensores", declarou ele ao "Meet The Press", da NBC, em maio passado.

"Não é inconcebível agora que o sr. Mueller e sua equipe possam tentar evocar alguns crimes estranhos relacionados ao meu negócio, ou talvez nem mesmo relacionados às eleições de 2016", afirmou Stone. "Eu caracterizaria isso como um esforço para me silenciar".

Stone também insistiu que nunca iria testemunhar contra Trump. "Em circunstância alguma eu testemunharia contra o presidente porque eu teria que dar falso testemunho contra ele", declarou ao "This Week", da ABC, em dezembro. "Eu teria que inventar coisas e não vou fazer isso", concluiu.

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