Rússia adota represália contra a UE no caso do ex-espião envenenado

O país se posiciona contra países europeus que decidiram na semana passada expulsar diplomatas russos

O presidente russo Vladimir Putin O presidente russo Vladimir Putin  - Foto: Mikhail Klimentyev/Sputnik/AFP

A Rússia começou nesta sexta-feira (30) a adotar medidas de represália contra os países europeus que decidiram na semana passada expulsar diplomatas russos pelo caso do ex-espião russo envenenado no Reino Unido, na mais importante série de expulsões recíprocas de diplomatas da história.

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O governo russo convocou ao ministério das Relações vários embaixadores de países da União Europeia (UE), incluindo França, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda e Polônia - para notificar as medidas de represália.

   Países europeus

A embaixadora da Holanda, Renée Jones-Bos, foi a primeira a anunciar as sanções contra seu país. "Dois de meus colegas abandonam Moscou, mas nós (a embaixada) continuamos aqui", disse. A medida é equivalente à anunciada por Haia em 20 de março.

O ministério das Relações Exteriores da Alemanha informou que a Rússia vai expulsar quatro diplomatas alemães em resposta à decisão de Berlim de enviar quatro agentes russos de volta ao país natal como parte do caso Skripal.

A Lituânia também informou a expulsão de três diplomatas de sua embaixada em Moscou, medida equivalente à adotada pelo governo de Vilna. Moscou também anunciou que deu a Londres o prazo de um mês para reduzir do número de funcionários diplomáticos na Rússia, para limitar ao mesmo número de diplomatas russos presentes no Reino Unido.

Em 17 de março, a Rússia anunciou a expulsão de 23 diplomatas britânicos e o fechamento do British Council e do consulado britânico de São Petersburgo. O Kremlin afirmou nesta sexta-feira que não é responsável pela "guerra diplomática".

"Não foi a Rússia que iniciou uma guerra diplomática (...) não foi a Rússia que iniciou as sanções ou a expulsão de diplomatas" declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

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