Rússia pretende retirar assinatura do tratado que criou o Tribunal Penal Internacional

Segundo o comunicado do ministério das Relações Exteriores, corte não é verdadeiramente independente

Pedro Parente, ex-presidente da PetrobrasPedro Parente, ex-presidente da Petrobras - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Rússia tem a intenção de retirar sua assinatura do Estatuto de Roma, o tratado que criou o Tribunal Penal Internacional (TPI), por considerar a corte não é verdadeiramente independente, anunciou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

"O tribunal nunca cumpriu com as grandes expectativas que gerou e não se converteu em verdadeiramente independente", afirma o ministério, que chama o trabalho do TPI de "parcial e ineficiente".

"Nestas condições não se pode falar de confiança com o TPI", por isto o presidente Vladimir Putin decidiu "retirar a assinatura deste documento".

Apesar de nunca ter ratificado o texto, a Rússia assinou no ano 2000 o tratado que criou a jurisdição penal, responsável por julgar pessoas acusadas de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade.

Moscou está especialmente irritada com a decisão do TPI de investigar crimes de guerra cometidos durante o conflito de 2008 entre Rússia e Geórgia.

A Rússia acredita que o tribunal não leva em consideração as agressões contra os civis da Ossétia do Sul, uma região separatista pró-Moscou.

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