Russos vão neste domingo às urnas; Putin deve ser reeleito

Putin fez uma campanha discreta, sem muitas aparições e sem participar de nenhum dos quatro debates televisionados entre os oito presidenciáveis

Presidente russo Vladimir Putin Presidente russo Vladimir Putin  - Foto: Nooa fissheries/AFP

Neste domingo (18) é dia de eleições na Rússia e a vitória parece certa para Vladimir Putin. As sondagens apontam para uma vitória arrebatadora do atual presidente, com cerca de 70% das intenções de voto. O segundo colocado nas pesquisas, Pavel Grudinin, tem apenas 7%. Mesmo com a vitória praticamente certa, o presidente russo continua convocando a população a ir às urnas, na tentativa de evitar uma baixa participação.

Putin fez uma campanha discreta, sem muitas aparições e sem participar de nenhum dos quatro debates televisionados entre os oito presidenciáveis. No entanto, a pouca exposição não parece ter afetado a sua popularidade.

Controvérsias
O maior país do mundo suscita posições controversas por suas ações. A intervenção na Síria, que começou em 2015, por exemplo, foi bastante criticada por países ocidentais que afirmam que os bombardeios mataram um número muito grande de civis. Putin, por outro lado, ressalta que a intervenção russa foi fundamental para conter o Estado Islâmico.

Outra polêmica foi a da anexação da Crimeia, que completa amanhã 4 anos, e que rendeu sanções ao país. Mais recentemente, a Rússia se viu envolvida em duas acusações: a de ter interferido nas eleições norte-americanas e de ter envenenado um ex-espião russo na Inglaterra. O governo russo nega envolvimento nos casos.

Oposição
Há no país um movimento de oposição, ainda que frágil, que busca mudança e que afirma que a Rússia se encaminha para o totalitarismo. Os opositores convocaram um boicote às eleições e reclamam que Alexei Navalny, o principal adversário de Putin, não foi aceito como candidato por causa de uma condenação judicial, que afirmam ter sido fabricada.

No entanto, parece absolutamente certo um novo mandato de Putin. No poder desde 1999, alternando cargos de presidente e primeiro-ministro, ele mostra que ainda é um dos líderes mais poderosos do mundo.

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