Secretário-geral da ONU denuncia 500 mortos em um mês de bombardeios sobre Aleppo

Ban advertiu que nenhum comboio da ONU com ajuda humanitária consegue entrar no local desde 7 de julho

As viaturas reforçarão a guarda municipal de IgarassuAs viaturas reforçarão a guarda municipal de Igarassu - Foto: Ivanildo Pedro/Divulgação

Os bombardeios da Rússia e do governo sírio em Aleppo, que duraram quase um mês, deixaram quase 500 mortos e tiveram consequências terríveis - disse nesta quinta-feira (20) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. "O conflito continua atingindo novos e terríveis baixos", afirmou Ban em uma reunião especial da Assembleia Geral convocada a pedido de 72 países, uma iniciativa liderada pelo Canadá.

Os bombardeios aéreos da zona leste de Aleppo, iniciados em 22 de setembro, foram os mais intensos durante os cinco anos de guerra, afirmou Ban. "Os resultados foram horríveis", com quase 500 mortos e 2.000 feridos, disse o chefe da ONU, acrescentando que mais de 25% de todos os mortos eram crianças.

Ban advertiu que nenhum comboio da ONU com ajuda humanitária consegue entrar em Aleppo desde 7 de julho e que as rações de comida vão-se esgotar no final de outubro. Ele também condenou que a fome seja usada como arma de guerra. A reunião da Assembleia Geral foi convocada depois que o Conselho de Segurança não conseguiu acabar com os bombardeios aéreos de Aleppo e reavivar os esforços pela paz.

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