A-A+

Sindicatos marcam protesto e greve contra governo na Argentina

Sindicalistas protestam contra a inflação, uma vez que o governo garantiu durante as negociações do primeiro semestre que ela seria de 15% no ano

Aposentados protestam contra o acordo do governo argentino com o FMIAposentados protestam contra o acordo do governo argentino com o FMI - Foto: Eitan Abramovich / AFP

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) argentina, que realiza atos de protesto contra o governo nesta segunda-feira (24), definiu que na terça-feira (25) haverá uma greve geral.

Não funcionarão aeroportos, ônibus, metrô, trens interurbanos, os serviços de abastecimento por caminhões, táxis, supermercados, hospitais, escolas e bancos. A medida já vinha sendo negociada desde a semana passada, mas só foi ratificada na manhã desta segunda.

Entre outras coisas, os sindicalistas protestam contra a inflação, uma vez que o governo garantiu durante as negociações do primeiro semestre que ela seria de 15% no ano, e a previsão agora é que seja de, no mínimo, 40%.

Leia também:
Sindicatos cobram do governo federal verba retida há anos
Desvalorização do peso deixa viagem para Argentina até 20% mais barata
Macri congela contratações no funcionalismo público na Argentina


Os sindicatos criticam também a retomada das negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), no que deve resultar num endividamento ainda maior do país -o acordo inicial era de US$ 50 bilhões (R$ 202,4 bilhões), agora se fala de um extra de até US$ 12 bilhões (R$ 48,6 bilhões)- e os possíveis cortes nos valores das pensões e aposentadorias.

Além disso, o governo ameaça retomar as discussões sobre uma possível reforma trabalhista, que permitiria terceirizações. O protesto também se dirige à deterioração dos números econômicos. A indústria teve uma redução de 4% no último mês, a inflação está por volta de 25% e a pobreza já alcança em 32%, com tendência de crescimento.

A concentração para o protesto deve começar ao meio-dia local (mesmo horário de -Brasília) na avenida Nove de Julho, de onde os manifestantes vão caminhar até a Praça de Maio, diante da Casa Rosada, sede do governo argentino. Quem tiver voos programados para a Argentina na terça-feira deve buscar a companhia aérea para se informar sobre remanejamentos. Nem pilotos nem funcionários das torres de controle devem trabalhar.

Veja também

Bolsonaro cumprimentou apoiadores em NY mesmo após saber de infecção de Queiroga
EUA

Bolsonaro cumprimentou apoiadores em NY mesmo após saber de infecção de Queiroga

Churrascaria em NY diz que fez teste de Covid em funcionários após visita de Bolsonaro e Queiroga
Bolsonaro

Churrascaria em NY diz que fez teste de Covid em funcionários após visita de Bolsonaro e Queiroga