Dom, 15 de Fevereiro

Logo Folha de Pernambuco
Mundo

Sindicatos marcam protesto e greve contra governo na Argentina

Sindicalistas protestam contra a inflação, uma vez que o governo garantiu durante as negociações do primeiro semestre que ela seria de 15% no ano

Aposentados protestam contra o acordo do governo argentino com o FMIAposentados protestam contra o acordo do governo argentino com o FMI - Foto: Eitan Abramovich / AFP

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) argentina, que realiza atos de protesto contra o governo nesta segunda-feira (24), definiu que na terça-feira (25) haverá uma greve geral.

Não funcionarão aeroportos, ônibus, metrô, trens interurbanos, os serviços de abastecimento por caminhões, táxis, supermercados, hospitais, escolas e bancos. A medida já vinha sendo negociada desde a semana passada, mas só foi ratificada na manhã desta segunda.

Entre outras coisas, os sindicalistas protestam contra a inflação, uma vez que o governo garantiu durante as negociações do primeiro semestre que ela seria de 15% no ano, e a previsão agora é que seja de, no mínimo, 40%.

Leia também:
Sindicatos cobram do governo federal verba retida há anos
Desvalorização do peso deixa viagem para Argentina até 20% mais barata
Macri congela contratações no funcionalismo público na Argentina


Os sindicatos criticam também a retomada das negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), no que deve resultar num endividamento ainda maior do país -o acordo inicial era de US$ 50 bilhões (R$ 202,4 bilhões), agora se fala de um extra de até US$ 12 bilhões (R$ 48,6 bilhões)- e os possíveis cortes nos valores das pensões e aposentadorias.

Além disso, o governo ameaça retomar as discussões sobre uma possível reforma trabalhista, que permitiria terceirizações. O protesto também se dirige à deterioração dos números econômicos. A indústria teve uma redução de 4% no último mês, a inflação está por volta de 25% e a pobreza já alcança em 32%, com tendência de crescimento.

A concentração para o protesto deve começar ao meio-dia local (mesmo horário de -Brasília) na avenida Nove de Julho, de onde os manifestantes vão caminhar até a Praça de Maio, diante da Casa Rosada, sede do governo argentino. Quem tiver voos programados para a Argentina na terça-feira deve buscar a companhia aérea para se informar sobre remanejamentos. Nem pilotos nem funcionários das torres de controle devem trabalhar.

Veja também

Newsletter