Síria diz que relatório da AI é 'completamente falso'

Ministério da Justiça declarou que este relatório "está destinado a prejudicar a reputação da Síria internacionalmente"

Rebeldes síriosRebeldes sírios - Foto: Omar Haj Kadour/AFP

O regime sírio classificou nesta quarta-feira (8) de "completamente falso" o relatório publicado na véspera pela Anistia Internacional que afirma que 13.000 pessoas foram enforcadas em cinco anos em uma prisão perto de Damasco.

Leia mais: Síria enforcou 13 mil pessoas na prisão em cinco anos

O ministério da Justiça declarou que este relatório é "completamente falso e está destinado a prejudicar a reputação da Síria internacionalmente", segundo a agência de notícias oficial SANA.

Em seu relatório, a AI destaca que as pessoas executadas entre 2011 e 2015 na prisão de Saydnaya, ao norte de Damasco, eram em sua maioria civis considerados opositores ao governo do presidente Bashar al-Assad

A ONG denunciou uma "política de extermínio" e considera que as execuções constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

"Existem razões para acreditar que esta prática perdura até o dias atuais", segundo a AI.

O ministério da Justiça negou que as execuções tenham acontecido de forma arbitrária, já que o processo judicial sírio tem que respeitar "várias etapas".

Com o título "Matadouro humano: enforcamentos e extermínio em massa na prisão de Saydnaya", o relatório da ONG se baseia em entrevistas com 84 testemunhas, incluindo guardas, detentos e juízes.

O relatório foi divulgado duas semanas antes do início de uma nova fase de negociações em Genebra entre o governo e a oposição com mediação da ONU, mais uma tentativa de acabar com uma guerra que deixou mais 310.000 mortos desde 2011.

Veja também

América Latina e Caribe superam 40 milhões de casos de Covid-19
Coronavírus

América Latina e Caribe superam 40 milhões de casos de Covid-19

Nasa seleciona SpaceX para missão à lua de Júpiter
ESPAÇO

Nasa seleciona SpaceX para missão à lua de Júpiter