Snowden minimiza vitória de Trump e diz não temer perseguição

Ele disse não temer que o governo de Donald Trump intensifique seus esforços para prendê-lo.

O ex-analista da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, sigla em inglês) Edward Snowden O ex-analista da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, sigla em inglês) Edward Snowden  - Foto: AFP

O ex-analista da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, sigla em inglês) Edward Snowden minimizou o resultado da eleição nos EUA, comentando que o republicano Donald Trump será "apenas o presidente" do Estados Unidos, "um cargo entre muitos outros".

"Pouco importa Donald Trump. Donald Trump é apenas o presidente. É um cargo importante, mas é apenas um cargo entre muitos outros", declarou ele em uma Conferência sobre Internet em Estocolmo, da qual participou por teleconferência da Rússia, onde ainda se encontra asilado.

Snowden pediu ao público que não se deixe desestimular com a eleição americana e que continue a pedir aos governos e às empresas que respeitem sua vida privada.

"Exatamente da mesma maneira que as companhias de petróleo começam a enfrentar críticas, manifestações e retirada dos investidores, devido à incidência dessa indústria no clima planetário, temos de ter a mesma compreensão das consequências da atividade dessas empresas sobre nosso clima numérico", defendeu.

Snowden é procurado pelos EUA por ter vazado para a imprensa milhares de documentos confidenciais, revelando a existência de amplos programas de vigilância de Internet adotados após os atentados do 11 de Setembro, em 2001.

Ele disse não temer que o governo de Donald Trump intensifique seus esforços para prendê-lo.

"Não tenho nada a fazer", reconheceu.

"A realidade é que, sim, Donald Trump nomeou um novo diretor da CIA que me usa como exemplo para dizer que os dissidentes deveriam ser mortos", afirmou Snowden.

"Mas se eu for atropelado por um ônibus, ou (atingido) por um drone, ou jogado de um avião amanhã, querem saber de uma coisa? Isso não tem tanta importância para mim, porque eu acredito nas decisões que já tomei", concluiu.

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