'Só o povo põe, só o povo tira', diz Maduro em discurso em Caracas

Ditador venezuelano também afirmou que a Guarda Nacional Bolivariana não vai permitir que aconteça um golpe contra ele

Presidente da Venezuela, Nicolás MaduroPresidente da Venezuela, Nicolás Maduro - Foto: Juan Barreto/AFP

Após o segundo dia de protestos em Caracas, o ditador Nicolás Maduro disse em discurso, nesta quarta-feira (1º), que foi o povo que o escolheu e que apenas o povo poderá lhe tirar do cargo. "Só o povo põe, só o povo tira", disse o chavista aos presentes. Ele ainda voltou a chamar os líderes opositores Juan Guaidó e Leopoldo López de golpistas e disse que os dois são marionetes do presidente americano, Donald Trump.

"Jamais haverá uma marionete como presidente no Palácio de Miraflores", disse ele, se referindo a sede do governo. Maduro também afirmou que a Guarda Nacional Bolivariana não vai permitir que aconteça um golpe contra ele. O venezuelano criticou ainda o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, e acusou ele de ser o responsável por comandar a oposição venezuelana.

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Maduro convocou para o próximo sábado (4) e domingo (5) um grande encontro com seus apoiadores para, segundo ele, debater uma série de mudanças no regime. O ditador disse que o encontro deve incluir movimentos sociais alinhados com o chavismo e políticos do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), a sigla governista.

O próprio Maduro afirmou que a ideia do encontro é servir como uma resposta aos protestos contra seu regime que acontecem desde terça no país. Maduro, porém, não convidou os representantes da oposição para participarem das conversas.

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