Sting cantará em reabertura da casa de shows Bataclan após ataques em Paris

Show de Sting está marcado para o dia 12 de novembro, após um ano da tragédia

Senador Armando Monteiro Neto (PTB)Senador Armando Monteiro Neto (PTB) - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A casa de shows parisiense Bataclan, onde extremistas islâmicos assassinaram aproximadamente cem pessoas em 2015, vai reabrir com um show de Sting no dia 12 de novembro, após um ano da tragédia, anunciou o cantor britânico. Sting divulgou a notícia em seu site oficial, dizendo que o show busca honrar os mortos e o local histórico que está sendo reaberto após um ano de restauração.

"Fazendo isso, esperamos respeitar a memória, assim como o espírito de afirmação da vida daqueles que se foram. Não iremos esquecê-los", disse o artista, completando que a renda do show será doada para as associações Life For Paris e 13 Novembre: Fraternité et Liberté.

O cantor se apresentou no mesmo local no início da carreira, ainda à frente do grupo The Police, antes de prosseguir com uma longa carreira solo. Um dia depois do show de reabertura será instalada na fachada do Bataclan, na região nordeste parisiense, uma placa em memória às vítimas, informou o canal de televisão francês BFM TV.

Após a apresentação de Sting, estão programados shows do cantor britânico Pete Doherty, da também britânica Marianne Faithfull, do senegalês Youssou Ndour, da banda tuaregue Tinariwen, da franco-israelense Yael Naim e do grupo francês FFF.

ATAQUES
No dia 13 de novembro de 2015, durante um show da banda americana Eagles of Death Metal, 90 pessoas foram assassinadas no Bataclan por três extremistas em uma tomada de reféns que durou várias horas.

Ao mesmo tempo, outros extremistas abriram fogo nas ruas de Paris contra cafés e restaurantes, enquanto homens-bomba detonaram os explosivos presos aos corpos nas proximidades do Stade de France, região norte da cidade, onde o presidente francês, François Hollande, assistia ao amistoso de futebol entre França e Alemanha.

Os atentados, que deixaram 130 mortos no total e marcaram profundamente a população francesa, foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico.

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