Supostas vítimas de Epstein relatam abusos sexuais em emotiva audiência

No total, 16 mulheres descreveram como Epstein "roubou" seus sonhos e sua inocência

Jeffrey EpsteinJeffrey Epstein - Foto: Divulgação

As supostas vítimas de Jeffrey Epstein choraram nesta terça-feira, em um tribunal de Nova York, ao relatar em uma emotiva audiência os abusos cometidos pelo magnata, que se matou na prisão há duas semanas.

No total, 16 mulheres descreveram como Epstein "roubou" seus sonhos e sua inocência. Epstein, 66, se matou por enforcamento em sua cela em Manhattan no início de agosto, enquanto aguardava o julgamento por tráfico sexual de jovens.

A audiência desta terça-feira (27) foi dedicada ao relato das supostas vítimas. "Hoje estamos juntas. Não continuarei sendo uma vítima nem permanecerei em silêncio por um dia sequer", disse a atriz Anouska De Georgiou, que garante ter sido abusada sexualmente por Epstein.

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As mulheres se abraçaram e se consolaram após cada depoimento na corte federal de Manhattan. Algumas leram seus testemunhos e outras falaram de improviso. Muitas choraram ao escutar os testemunhos de outras vítimas, a maioria jovens recrutadas, preparadas e forçadas a prestar serviços sexuais ao magnata.

Chauntae Davies descreveu como passou duas semanas "vomitando quase até a morte" em um hospital após ser violentada por Epstein quando foi recrutada para fazer massagens. "Fui humilhada publicamente, sofri e ele ganhou", disse.

Outra vítima, que pediu para não ser identificada, disse que ficará "perturbada para sempre" após ser estuprada por Epstein. "Eu era sua escrava. Me sentia indefesa e envergonhada", revelou a jovem.

A maioria das mulheres manifestou sua indignação pelo suicídio do magnata, no dia 10 de agosto. "Me sinto muito enojada e triste porque jamais será feita a justiça neste caso", declarou Courtney Wild, que chamou Epstein de "covarde".

Jennifer Araoz disse que "o fato de que nunca terei a possibilidade de enfrentar meu agressor no tribunal me consume a alma".

Algumas jovens revelaram que foram recrutadas pela ex-amante de Epstein, a 'socialite' britânica Ghislaine Maxwell, filha do finado magnata da mídia Robert Maxwell. A 'socialite', cujo paradeiro é desconhecido, nega as acusações.

Epstein, ligado a inúmeras celebridades e políticos, incluindo o ex-presidente americano Bill Clinton e o atual, Donald Trump, foi preso em julho acusado de organizar, entre 2002 a 2005, uma rede de dezenas de garotas com as quais ele manteve relação sexual em suas muitas propriedades.

Segundo a ata de acusação, ele teria levado menores de idade, algumas delas de 14 anos, para suas residências em Manhattan e Palm Beach, na Flórida, "para participarem de atos sexuais com ele, depois dos quais lhes dava centenas de dólares em dinheiro".

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